segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Poder dos "M's": Mercado, Multinacionais, Mídia, Marketing, Marca, Moda e Messenger




O primeiro M - é o Mercado. Entende-se por mercado todas as relações de compra e venda, seja ela entre pessoas, instituições ou países. O comércio internacional hoje é uma das atividades mais importantes de toda a história da humanidade. Um exemplo disto é uma placa que se encontrava na entrada de um grande depósito em Portugal e na qual constava "Se você não sabe o que quer, entre que nós temos". Com esse exemplo conseguimos enxergar que existe uma grande demanda criada pelo mercado.

O segundo M - é o representado pelas empresas Multinacionais (ou Transnacionais) que desenvolvem seus produtos todos voltados para o mercado internacional. Essas empresas que eram em 1960 aproximadamente 3.000 (três mil) chegam ao final dos anos 1990 com um número estrondoso de 60.000 (sessenta mil). São essas empresas que comandam todo o processo econômico global a partir, entre outras coisas, da aplicação da relação custo-benefício.

Com o processo de desterritorialização graças às três revoluções que sustentam a globalização (Meio de Transportes, Meios de Comunicação e Revolução Tecnológica) as fronteiras caem e a soberania dos países vê-se ameaçada. O Poder econômico das multinacionais passa por cima das fronteiras e do poder dos governantes abalando assim a própria base jurídica do Estado que é o território.

O terceiro M - é representado pela Mídia. Esta que era até bem pouco considerada o quarto poder hoje praticamente se constitui como um segundo poder. Podemos até dizer, em linguagem futebolística, que é ela que faz o meio de campo para a vitória das transnacionais. Pode-se ainda atribuir à mídia a denominação "braço armado" do processo de globalização, tal a guerra que ela provoca bombardeando nossas consciências defendendo que sempre precisamos de algo mais para nos inserir neste mundo que não é mais nem capitalista, nem socialista, mas materialista e hedonista (prazer imediato e individualista).

A mídia criou um novo tipo de sociedade que um grande pensador francês, Guy Debord, denomina "A Sociedade do Espetáculo", a qual sugere um determinado modo de vida e a compra dos mais diversos tipos de produtos que preenchem a cada dia novas necessidades que este M poderoso, da mídia, cria.

O quarto M - é representado pelo marketing. A partir de 1960, o marketing ganha uma força monumental e cujo principal objetivo é "criar necessidades", ou melhor, ainda, vender aquilo que não queremos comprar.

O quinto M - é representado pela “marca”, que alimenta a cadeia do consumo, que faz a alegria das multinacionais. Tudo hoje, no mundo das compras, é regido pelas marcas, desde as fraldas de um recém nascido até o desespero dos mais velhos em consumirem vitaminas e suplementos produzidos pelas grandes farmacêuticas multinacionais com o intuito de estender a vida humana no planeta.

Com a globalização, o "Logo" das grandes empresas multinacionais vale mais do que todo seu ativo fixo, Como por exemplo, a Coca-Cola, Nike, Xerox entre outras que tem seu logotipo mundialmente conhecido e valorizado. Uma criança de apenas 3 ou 4 anos de idade hoje já identifica os produtos do McDonald`s. Bastando para isso apenas ver o logotipo desta rede mundial de fast-food que pelo marketing acaba despertando a sua vontade e necessidade de consumir tais produtos.

O sexto M - é a moda, que vem como conseqüência da marca que é trabalhada insistentemente pelos meios de comunicação que usam para isso grandes nomes da televisão, cinema e do esporte como referências do consumo de determinados produtos e marcas.

O sétimo M - é mais recente e ganha proporções, sobretudo entre os jovens, é o Messenger. Ele é um meio de comunicação e pode ser entendido como uma grande revolução nos meios de comunicação. Além de aproximar o mundo com conversas é onde os jovens têm desenvolvido a maior parte de seus diálogos e relações sejam elas benéficas ou maléficas como amizades ou tormentos nas vidas alheias (Bullyng, Fraudes, Crime Virtual, que normalmente vem junto com o crime organizado, entre outros).

Fonte: adaptação do texto Globalização Cultural - A Pior das Globalizações de Elian Alabi Lucci em http://www.saraivaeduca.com.br/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Por que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) é contra o Haddad e o ENEM


Haddad de 2007 a 2010, em todo o país, já fechou 20 mil vagas em cursos de Direito com avaliação ruim, na educação superior à distância, de 2008 a 2010, fechou 3.800 pólos de apoio presenciais inadequados e suspendeu 20 mil vagas.

A educação superior à distância é a mina de ouro para "os barões da educação" por causa da escala: baixo custo e possibilidade de aumentar nº de alunos sem precisar de grande infra-estrutura. Os barões não se conformam com regulação na educação à distância. Eles pensavam que o Haddad não mexeria nisso.

Na gestão Haddad implantou-se o mais profícuo projeto de EAD (educação superior à distância) público da história, a Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Haddad revogou a DRU (Desvinculação das Receitas da União), criada por FHC e Paulo Renato, que surrupiou, desde 95, 10 bilhões da educação por ano.

Haddad criou o FUNDEB. Fundo que financia não só o ensino fundamental como no tempo do Paulo Renato, mas também à educação infantil e ensino médio.

Haddad criou o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) que permite a regulação do setor. O SINAES permite fechar cursos. Sistema privado odeia o SINAES.

Haddad foi o mentor do PROUNI. Foi idéia dele com a esposa quando ele ainda era Secretário Executivo (Vice) do Tarso Genro.

Em 2002, as receitas brutas da maior empresa de bebidas do Brasil (AMBEV), e da 2º mineradora do mundo (VALE), estavam pouco abaixo das receitas obtidas no setor de educação privada.

Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes ao ENEM – lá conhecido como teste PISA.

Para o ano que vem, o Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES. Institutos federais também usam o ENEM. Previsão de 83 mil vagas públicas para este ano.

Haddad fez o IDEB que deu transpararência à avaliação da educação básica. Cada município tem IDEB. Tem prefeito que odeia Haddad por conta dessa transparência.

Um dos mais recentes embates de Haddad, contra a mercantilização da educação, foi com o todo poderoso Di Genio, do Objetivo. Haddad criou a universidade aberta do Brasil com mais de 200 mil alunos estudando graduação à distância de graça.

Haddad foi quem começou a distribuição de livros didáticos para o ensino médio em 2005. Antes era só para o ensino fundamental.

Haddad criou 214 escolas técnicas e as transformou em institutos federais com cursos de graduação e pós-graduação. Especialmente licenciaturas para formar professores.
Haddad aumentou o orçamento do MEC de 19 bilhões para 70 bilhões em 2011.

Haddad estendeu o ensino obrigatório para nove anos e agora é obrigatório dos quatro aos dezessete anos. Emenda Constitucional.

Haddad criou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) com compromisso de metas de qualidade até 2022, firmado por todos os prefeitos e governadores do Brasil. Acordo histórico.

Haddad mais que dobrou o nº de vagas de ingresso nas universidades federais. De 113 mil para 270 mil. Nunca houve tantos concursos para professores das universidades federais, graças à expansão do REUNI. Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008. E os formandos até 2008 são reflexos dos ingressos nas Federais até 2002.



Fonte: adaptado de http://www.conversaafiada.com.br

Palestinos elogiam "solidariedade" brasileira por reconhecer seu Estado


A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) chamou de mostra de "solidariedade" e "resposta não violenta ao unilateralismo israelense" a decisão do governo brasileiro de reconhecer o Estado palestino com fronteiras anteriores a 1967. O anúncio é um "reflexo da histórica amizade e irmandade dos povos brasileiro e palestino".

O apoio foi reafirmado em carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), datada em 1º de dezembro de 2010, informou o Itamaraty.

O apoio não é uma novidade. O governo brasileiro já declarara apoio à formação de um Estado palestino nos territórios pré-1967 em uma votação da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1988. Mais recentemente, em fevereiro de 2006, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu em comunicado que Israel se retirasse dos territórios ocupados.

Em teoria, a afirmação corresponde à posição tradicional do Itamaraty, segundo a qual Israel tem o direito à segurança e à existência dentro de “fronteiras internacionalmente reconhecidas”, expressão que equivale às fronteiras existentes antes de 1967. Paralelamente, a diplomacia brasileira também reconhece o direito palestino de exercer sua soberania sobre Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

O novo reconhecimento foi mais um gesto político de aproximação, feito por Lula em resposta a carta enviada por Abbas, no último dia 24 de novembro, com solicitação nesse sentido.

"A iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina, cujas negociações diretas estão neste momento interrompidas, e está em consonância com as resoluções da ONU, que exigem o fim da ocupação dos territórios palestinos e a construção de um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967", disse o texto.

O Itamaraty ressalta, contudo, "a decisão não implica abandonar a convicção de que são imprescindíveis negociações entre Israel e Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito".

O Itamaraty lembra que mais de cem países reconhecem o Estado palestino. "Entre esses, todos os árabes, a grande maioria dos africanos, asiáticos e leste-europeus. Países que mantêm relações fluidas com Israel, como Rússia, China, África do Sul e Índia, entre outros - reconhecem o Estado palestino. Todos os parceiros do Brasil no IBAS e no BRICS já reconheceram a Palestina".

A maior parte dos reconhecimentos veio após à Declaração de Independência adotada pelo Conselho Nacional Palestino, em novembro de 1988, em Argel. A declaração foi aprovada, no mesmo ano, pela Assembleia Geral da ONU com o voto favorável do Brasil.

O Brasil reconhece ainda, desde 1975, a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) como legítima representante do povo palestino dotada de personalidade de direito internacional público. Em 1993, lista ainda o Itamaraty, o Brasil autorizou a abertura de Delegação Especial Palestina, com "status" diplomático semelhante às representações das organizações internacionais. Em 1998, o tratamento concedido à Delegação foi equiparado ao de uma Embaixada, para todos os efeitos.

Em 2004, o Brasil abriu Escritório de Representação em Ramallah, na Cisjordânia.

Fonte: EFE e http://brasilnicolaci.blogspot.com/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Brasil vira o grande pólo do petróleo em águas profundas


O vazamento de petróleo da Deepwater Horizon interrompeu a perfuração em águas profundas no Golfo do México, prejudicando décadas de política energética dos Estados Unidos e lançando dúvidas sobre a indústria que opera na região.

Em outras partes do mundo, no entanto, a perfuração em águas profundas continua em ritmo frenético.

A indústria avança em velocidade máxima em lugares como o Golfo da Guiné, no Mar Mediterrâneo e nas águas turcas do Mar Negro. Mas em nenhum lugar ela é mais evidente do que no Brasil, onde a Petrobras começou, no mês passado, a produzir em um dos maiores campos de petróleo descobertos no continente americano em 30 anos.

E um campo recentemente descoberto pode conter o equivalente a 15 bihões de barris de petróleo, dizem autoridades brasileiras, o equivalente a quase dois terços das reservas provadas totais dos EUA.

A Petrobras e empresas como a americana Chevron Corp., a norueguesa Statoil ASA e a britânica Tullow Oil PLC estão correndo para perfurar milhares de metros abaixo da superfície do mar porque é lá que estão as reservas remanescentes de óleo ainda não descobertas. As empresas podem conseguir enormes lucros explorando esses campos — e os países podem conseguir a tão esperada segurança energética.

A produção de petróleo em águas profundas quase duplicou nos últimos cinco anos, para cerca de 5 milhões de barris diários — cerca de 6% da produção total de óleo no mundo —, e deve dobrar outra vez até 2020, segundo Leta Smith, uma consultora da IHS Cambridge Energy Research Associates, que analisa as tendências do mercado de petróleo. Ela não prevê um “impacto enorme” fora do golfo decorrente do desastre com a Deepwater “por causa das reservas que estão lá fora”.

De fato, mesmo com a paralisação das perfurações em águas profundas nos EUA desde maio, a prática floresceu no Golfo da Guiné. Em julho, a Tullow anunciou uma descoberta significativa na costa de Gana, depois de perfurar 1.427 metros abaixo do nível do mar. Um campo próximo, estimado em 1,5 bilhão de barris, deve começar a produzir em dezembro.

A Chevron, por sua vez, anunciou a compra dos direitos de exploração em águas profundas de três grandes blocos na Libéria. Os planos são de começar a perfurar este ano. A empresa também comprou grandes áreas em águas profundas nas águas turcas do Mar Negro e na China.

Desde a explosão do dia 20 de abril da plataforma operada pela BP PLC, que matou 11 pessoas e desencadeou um enorme vazamento de óleo no Golfo do México, alguns países cogitaram tornar as regras para perfuração mais rígidas. Para acalmar os reguladores, as companhias estão desenvolvendo complexos sistemas de captura de óleo, similares aos desenvolvidos pela BP durante os esforços para conter o vazamento no golfo.

A Chevron, por exemplo, começou em maio a perfurar um poço em águas profundas na costa leste do Canadá – o primeiro na América do Norte desde o acidente. Ela testou a prevenção contra explosões, o mesmo tipo de equipamento que falhou ao conter a explosão na Deepwater, e realizou perfurações de segurança especiais sob a supervisão de reguladores canadenses.

“Muito trabalho tem sido feito na contenção de vazamentos” para satisfazer os reguladores, diz Geir Slora, diretor para perfurações da Statoil, que tem equipamentos em funcionamento ao redor do globo. No dia 10 de novembro, ela parou a perfuração em um dos campos no Mar do Norte para realizar uma revisão nas operações, depois de um incidente ocorrido em maio que, dizem funcionários noruegueses, poderia ter resultado numa grande explosão.

Mas no Brasil, onde sete dos dez maiores campos em águas profundas foram encontrados na última década, é quase como se o vazamento nunca tivesse acontecido.

O país vamgloria-se de ter a bacia de águas profundas com maior crescimento no mundo, cuja produção deve saltar dos atuais 1,4 milhão de barris diários para 3,5 milhões em 2020, diz Smith, da IHS.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse a repórteres em maio que seria necessário uma exaustiva investigação antes que a indústria de exploração marítima pudesse tirar qualquer conclusão sobre o vazamento da Deepwater. Enquanto isso, não haveria recuo na perfuração. “É muito cedo para dizer que vamos mudar alguma coisa”, disse ele.

Autoridades brasileiras acompanharam atentamente o naufrágio da Deepwater Horizon e foram as primeiras de fora dos EUA a se encontrar com a BP para discutir os resultados da investigação da empresa. Mas elas permitiram que a Petrobras continuasse com o seu trabalho e, em 28 de outubro, a empresa começou a produzir no campo de Tupi, que pode conter o equivalente a 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo.

A decisão do Brasil de abraçar a exploração em águas profundas é resultado de uma história de escassez. O Brasil foi por muito tempo um forte importador de petróleo. As importações eram um ralo nas contas do país e alarmaram os governo militares que comandaram o Brasil na década de 70 e início dos anos 80.

O fraco potencial de petróleo em terra do Brasil “não deu outra chance aos governantes do que serem criativos”, diz Jeremy Martin, diretor do programa de energia do Instituto das Américas, da Universidade da Califórnia em San Diego. “Eles tornaram a sua bacia atlântica o maior laboratório de pesquisa e desenvolvimento offshore do mundo.”

Enquanto engenheiros da Petrobras lidam com perfurações cada vez mais profundas, eles batem em obstáculos, alguns deles fatais. Em 2001, a P-36, então maior plataforma marítima, pegou fogo e afundou a 130 km da costa, matando 11 pessoas. Mas a Petrobras se movimentou para descobrir enormes reservas abaixo das camadas de sal nas profundezas do mar e começou a explorá-las.

A produção total de petróleo do Brasil foi de 2,5 milhões de barris diários no ano passado — suficiente para atender a todas as necessidades do país —, em comparação com os 263.900 barris em 1980. “A grande história desta nova década”, diz Martin, “é o Brasil ter passado de uma posição coadjuvante para o topo da lista das potências petrolíferas da América Latina.”

Fonte: The Wall Street Journal - Plano Brasil - por Angelo D. Nicolaci

MEC entrega 30 escolas de educação profissional e 25 campi de universidades


A iniciativa faz parte do plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e representa o avanço do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

As 30 escolas federais de educação profissional estão localizadas no Amazonas, na Bahia, no Ceará, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, em Mato Grosso, no Pará, em Pernambuco, no Piauí, no Rio de Janeiro, em Rondônia e em Santa Catarina.

Os 25 campi foram inaugurados no Amazonas, na Bahia, no Maranhão, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Desde 2005, foram criadas 214 escolas federais de educação profissional, totalizando 342. Também foram criados 126 campi e unidades universitárias, que passaram de 148, em 2002, para 274, este ano. Atualmente, as universidades federais estão presentes em 230 municípios de todo o país.

Em 2003, 140 mil alunos estudavam em escolas de educação profissional, contra 348 mil em 2010. O aumento no número de matrículas foi de 148% e a tendência, segundo a pasta, é de crescimento.

Os recursos para a educação profissional passaram de R$ 1,2 bilhão, em 2003, para R$ 4,9 bilhões este ano. O investimento total para a construção de escolas técnicas federais deve chegar a R$ 1,1 bilhão – até o momento, R$ 941 milhões foram executados em obras de infraestrutura, e em mobiliário e equipamentos.

Fonte: MEC

A importância da educação financeira nas empresas

Vivemos um momento curioso no Brasil. Crédito nunca foi uma das coisas mais abundantes por aqui, mas, recentemente, com a relativa estabilização da economia e da moeda, as pessoas estão começando a se sentir mais à vontade para se endividar e, por sua vez, os agentes financiadores perceberam que, para poderem ganhar dinheiro, terão que fazer aquilo para o que foram originalmente concebidos: financiar.

Os efeitos dessa recente flexibilização do crédito são visíveis. Comércio extremamente aquecido, pessoas consumindo como nunca e a preocupação primordial de muitas pessoas “mas será que a parcela cabe no meu orçamento?”, que prenuncia o desastre financeiro.

Os níveis de endividamento do brasileiro médio estão crescendo de forma perigosa. Alguns políticos e burocratas do governo dizem que nossos níveis de endividamento são baixos em relação aos outros países (o que é verdadeiro). Mas essa informação, se analisada isoladamente, pode nos levar a conclusões equivocadas. O índice de endividamento médio do brasileiro é, de fato, menor que o de um americano ou europeu, por exemplo. Mas é importante termos em mente que os brasileiros pagam juros muito superiores aos que os americanos ou europeus pagam. Apenas para termos um exemplo, a taxa que o brasileiro paga pelo crédito rotativo de seu cartão de crédito é, em média, dezessete vezes superior àquela paga por um americano.

Isso significa, na prática, que apesar de ter um endividamento menor, o brasileiro “quebra” muito mais rápido, por conta do efeito devastador de nossas taxas de juros insanas. O índice de endividamento, nesse caso, não nos diz absolutamente nada. É um endividamento menor, mas potencialmente muito mais nocivo. O que as empresas e os empregadores têm a ver com isso? Em princípio, nada. A obrigação da empresa é pagar, em dia e corretamente, seus funcionários. O que cada funcionário faz com seu dinheiro é problema dele.

Mas essa é outra conclusão, assim como a questão dos índices de endividamento, deve ser colocada em perspectiva. Hoje não só o consumo está aquecido, o mercado de trabalho também está. A maioria dos trabalhadores, de alguma forma, percebe isso, e eles estão bastante “confortáveis” para assumir dívidas e tratar suas finanças de forma mais pródiga. Mas como será no dia em que essa “lua de mel” acabar?Depois da euforia, vem a ressaca... Vem a constatação de que as finanças domésticas estão completamente comprometidas por “parcelas que cabiam no orçamento”, pequenas dívidas que viraram encrencas monumentais e coisas do gênero. Nesse momento, aquilo que, inicialmente, não era um problema do empregador, vira um problema (e dos grandes...).

Começam as pressões sobre o departamento de pessoal, por adiantamentos e “vales”. O empresário acaba descobrindo que, sem querer, está virando banqueiro. E pior! Não está ganhando nada com isso... A produtividade cai, decorrência do stress causado pelo desequilíbrio e pelas pressões financeiras. Acontece o fenômeno conhecido como “presenteísmo”, no qual o funcionário vai para a empresa, cumpre seu horário, ocupa seu local físico, mas não consegue exercer plenamente sua capacidade de trabalho (por estar “com a cabeça em outro lugar”, possivelmente pensando em dívidas e cobranças).

Existem estudos que indicam que o presenteísmo representa, para as empresas, um custo maior que o absenteísmo puro e simples. Funcionários desatentos e desmotivados têm maior inclinação a cometer erros e sofrer acidentes de trabalho. Isso custa, e adivinhem para quem vai essa conta? Para o empregador, naturalmente... Em um mundo ideal, a empresa pagaria o salário aos empregados (integralmente e tempestivamente) e esses usariam os recursos recebidos da forma mais racional e sensata possível, e tudo estaria resolvido.

Mas no mundo real, os empregadores precisam começar a se preocupar com a forma como seus empregados administram suas próprias finanças, sob o risco de acabarem gerando um problema (inclusive financeiro) para elas mesmas.

Fonte: texto de André Massaro extraído de: http://www.amanha.com.br/

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Qual é o problema em vender?

Vender se tornou uma atividade estigmatizada. Não deveria, é ela que traz dinheiro para as empresas.

Em minhas aulas de marketing, costumo utilizar um interessante artigo de Stephen Kanitz. Nele, o palestrante e consultor trata daquilo que considera ser um problema das empresas modernas: a desvalorização das atividades de vendas, advindas da supervalorização das atividades de marketing. Segundo Kanitz, as empresas acreditaram na máxima de Peter Drucker de que "marketing torna as vendas desnecessárias". O resultado foi a formação de equipes de "tiradores de pedido" e não mais de vendedores, capazes de entender dos produtos, explicando características e vantagens. O resultado? Clientes confusos e mal atendidos nas lojas, diante de profissionais despreparados.

Faz sentido a crítica de Kanitz, e eu acrescento: a atividade de vender ficou estigmatizada. Qual empresa, hoje, chama um profissional seu de "vendedor"? Quase nenhuma. Todas preferem eufemismos como "consultor de vendas" ou "consultor de beleza/negócios/etc". Por que se, no fundo, a atividade em questão é... vender?

É fácil entender o que houve. A denominação vendedor ficou associado àquele sujeito que empurra produto para cliente, enquanto consultor soa como alguém mais preparado para atender às necessidades do consumidor. Na prática, porém, isso não existe. Independentemente do que está no crachá, o cliente sabe identificar quem está lhe atendendo bem e quem não está.

Profissionais de marketing costumam ser egressos do ensino superior, enquanto os de venda têm, normalmente, formação média. Isso pode originar certo "nariz empinado" de uma turma em relação à outra, mas não deveria ser assim. Primeiro porque, na prática, vendas é a única atividade que traz receita para as empresas. Todas as outras, inclusive marketing, são despesas (ou investimento, para usar outro eufemismo).

Segundo, porque para ser vendedor pode-se até não exigir curso superior, mas é necessário, sim, talento, empenho e experiência - tanto quanto qualquer atividade corporativa.

E, por fim, porque o pessoal de vendas tem uma vantagem sobre o de marketing: eles vivem a vida real, aquela da barriga no balcão e da conversa com o cliente, e não a das salas com ar-condicionado, dos slides de PowerPoint e dos brainstorms nem sempre produtivos. Os vendedores são aqueles profissionais que mais têm o dedo no pulso do mercado. E, portanto, são fonte de informação preciosa quando se quer traçar uma campanha publicitária ou qualquer ação de marketing.

Marketeiros acham o máximo mandar seus profissionais a campo para conhecer a realidade do cliente. Alguns chegam a viver junto de famílias durante uma semana, para conhecer seus hábitos e preferências. Ótimo; mas talvez boa parte desse trabalho - e custo! - fosse poupado com uma conversa periódica com os vendedores da equipe.

Independentemente do que conste no organograma da empresa, marketing e vendas são atividades complementares. Falta alguns marketeiros se darem conta disso.

Fonte:texto de André D' Angelo http://www.amanha.com.br