quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pequenas Empresas Brasileiras: Pequenas no Tamanho, Gigantes na Importância


As pequenas empresas no Brasil nunca foram tantas e nunca tiveram tanta importância econômica.

Segundo um estudo recente publicado pelo SEBRAE (Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas) o Brasil já tem aproximadamente 6 milhões de micro e pequenas empresas, colocando o país no topo dos países mais empreendedores do mundo, esse total de empresas correspondendo a 97% de todas as empresas do país, ficando apenas 3% do total com as empresas médias e grandes.

Essa é uma tendência mundial: na era da informação acessível e barata, o mercado nunca esteve tão voltado ao empreendedorismo. Esse fato também se reflete no contexto do curso de administração de empresas: grande parte do alunos tem como objetivo fundar uma nova empresa.

As novas tecnologias tem permitido e barateado a fundação de novas empresas no Brasil e no mundo. No Brasil em especial, esse boom de novas empresas é um fenômeno recente, foi iniciado na década de 1990, após o Plano Real.

Durante as décadas de 70 e 80 não havia um ambiente propício para o desenvolvimento de novas empresas no Brasil: havia instabilidade política ( ditadura ), defasagem tecnologica ( a economia estava fechada para inovações e tecnologias extrangeiras ) e também instabilidade econômica ( super-inflação ).

Nesse período pouquíssima gente do curso de administração de empresas tinha como objetivo abrir uma nova companhia. E estavam certos: em um cenário como esse dificilmente uma micro-empresa poderia sobreviver.

Ao contrário daqueles tempos, hoje em dia o tema empreendedorismodesperta um grande interesse na sociedade Brasileira. Esse fenômeno já aconteceu em outros países em épocas anteriores.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde durante o meio século 20 houve um grande boom econômico, foram fundadas mais de 1100 faculdades e escolas de Administração de empresas com enfase em empreendedorismo nos últimos 50 anos, formando gerações inteiras de novos empresários e empreenderores.

As pequenas empresas no Brasil empregam aproximadamente 52% de todos os trabalhadores urbanos do país (aproximadamente 13 milhões de empregos com carteira assinada) e geram 20% do PIB Brasileiro, sendo também hoje em dia o principal mercado que absorve a mão de obra formada nos cursos de administração de empresas.

Justamente por serem menores, mais dinâmicas e menos burocráticas, muitas das pequenas empresas brasileiras estão concorrendo diretamente com as grandes, principalmente em serviços.

Mas como as grandes em geral tem um maior poder econômico (podem vender a um preço mais baixo, devido a grande quantidade de vendas) as pequenas tem de aplicar a risca os preceitos da boa administração de empresas: reduzir custos, melhorar a produtividade e evitar o desperdício (tanto de tempo, quanto de dinheiro).

Esse é justamente o ponto: nem sempre uma boa idéia e trabalho sério é capaz de manter uma empresa… ainda segundo o SEBRAE, 27% de todas as novas empresas fundadas no Brasil acabam fechando as portas no primeiro ano de vida, daí vem a importância do embasamento teórico da administração de empresas para estas companhias.

Segundo a pesquisa, plano de negócios, planejamento de longo prazo, controle de riscos, controle patrimonial e reinvestimento são conceitos de administração de empresas que devem ser aplicados sistematicamente nas micro-empresas.

Fonte: guiadacarreira

Tunísia, Egito, Marrocos… Essas “ditaduras amigas”

Os meios de comunicação e jornalistas ocidentais insistiram durante décadas que Tunísia e Egito, eram “Estados moderados”? Atualmente a horrível palavra “ditadura” estava exclusivamente reservada no mundo árabe muçulmano ao regime iraniano.

Uma ditadura na Tunísia? No Egito, uma ditadura? Vendo os meios de comunicação se esbaldarem com a palavra “ditadura” aplicada a Tunísia de Bem Alí e ao Egito de Moubarak, os seus leitores devem estar se perguntando se entenderam ou leram bem. Esses mesmos meios de comunicação e esses mesmos jornalistas não insistiram durante décadas que esses dois “países amigos” eram “Estados moderados”?

A horrível palavra “ditadura” não estava exclusivamente reservada ao regime iraniano? Como? Havia então outras ditaduras na região? E isso foi ocultado pelos meios de comunicação de nossa exemplar democracia ocidental? Eis aqui, em todo caso, um primeiro abrir de olhos que devemos ao rebelde povo da Tunísia.

Sua prodigiosa vitória liberou os europeus e outros povos "ocidentais" da “retórica hipócrita de ocultamento” em vigor em nossas chancelarias e em nossas mídias.

Obrigados a tirar a máscara, simulam descobrir o que nós estudiosos e críticos da visão unilateral das grandes mídias já sabíamos há algum tempo, a saber, que as “ditaduras amigas” não são mais do que isso: regimes de opressão.

Sobre esse assunto, os meios de comunicação não têm feito outra coisa do que seguir a “linha oficial”: fechar os olhos ou olhar para o outro lado confirmando a ideia de que a imprensa só é livre em relação aos fracos e aos povos isolados.

Por acaso Nicolás Sarkozy ( 1º ministro francês)não teve a altivez de assegurar que na Tunísia “havia uma desesperança, um sofrimento, um sentimento de angústia que, precisamos reconhecer, não havíamos apreciado em sua justa medida”, ao se referir ao sistema mafioso do clã Ben Alí-Trabelsi?

“Não havíamos apreciado em sua justa medida…” Em 23 anos…Apesar de contar, neste país, com serviços diplomáticos mais prolíficos que os de qualquer outro país…Apesar da colaboração em todos os setores da segurança (polícia, inteligência…). Apesar das estâncias regulares de altos responsáveis políticos e midiáticos que estabeleciam ali descomplexadamente seus locais de veraneio… Apesar da existência na França de dirigentes exilados da oposição tunisiana, mantidos marginalizados como pesteados pelas autoridades francesas e com acesso proibido durante décadas aos grandes meios de comunicação… Democracia ruinosa…

Na realidade, esses regimes autoritários foram (e seguem sendo) protegidos de modo complacente pelos EUA e seus aliados ocidentais que desprezaram seus próprios valores sob o pretexto de que constituíam baluartes contra o islamismo radical.

O mesmo argumento cínico usado pelo Ocidente durante a Guerra Fria para apoiar ditaduras militares na Europa (Espanha, Portugal, Grécia e Turquia) e na América Latina, pretendendo impedir a chegada do comunismo ao poder.

Que formidável lição das sociedades árabes revolucionárias aqueles que, a grande mídia, os descreviam em termos maniqueístas, ou seja, como massas dóceis submetidas a tiranos orientais corruptos ou como multidões histéricas possuídas pelo fanatismo religioso.

E agora, de repente, elas surgem nas telas de nossos computadores e televisores, preocupadas com o progresso social, não obcecadas pela questão religiosa, sedentas de liberdade, cansadas da corrupção, detestando as desigualdades e reclamando democracia para todos, sem exclusões.

Longes das caricaturas binárias, esses povos não constituem de modo algum uma espécie de “exceção árabe”, mas sim se assemelham em suas aspirações políticas ao resto das ilustradas sociedades urbanas modernas. Um terço dos tunisianos e quase um quarto dos egípcios navegam regularmente pela internet. Como afirma Moulay Hicham El Alaoui: “Os novos movimentos já não estão marcados pelos velhos antagonismos como anti-imperialismo, anticolonialismo ou antisecularismo.

As manifestações na Tunísia e no Egito são, até aqui, desprovidas de todo simbolismo religioso. Constituem uma ruptura geracional que refuta a tese do excepcionalismo árabe. Além disso, esses movimentos são animados pelas novas metodologias de comunicação da internet. Eles propõem uma nova versão da sociedade civil, onde o rechaço ao autoritarismo anda de mãos dadas com o rechaço à corrupção”.

Especialmente graças às redes sociais digitais, as sociedades da Tunísia e do Egito se mobilizaram com grande rapidez e puderam desestabilizar o poder em tempo recorde.

Ainda antes de os movimentos terem a oportunidade de “amadurecer” e favorecer a emergência de novos dirigentes entre eles. É uma das raras ocasiões onde, sem líderes, sem organizações dirigentes e sem programa, a simples dinâmica da exasperação das massas bastou para conseguir o triunfo da revolução.

Trata-se de um momento frágil e, sem dúvida, as grandes potências já estão trabalhando, especialmente no Egito, para que “tudo mude sem que nada mude”, segundo o velho adágio de O Leopardo. Esses povos que conquistaram sua liberdade devem lembrar a advertência de Balzac: “Se matará a imprensa assim como se mata um povo, outorgando-lhe a liberdade”.

Nas “democracias vigiadas” é muito mais fácil domesticar legitimamente um povo do que nas antigas ditaduras. Mas isso não justifica sua manutenção. Nem deve ofuscar o ardor de derrubar uma tirania.

A derrocada da ditadura na Tunísia foi tão veloz que os demais povos magrebinos e árabes chegaram à conclusão de que essas autocracias estavam na verdade profundamente corroídas e não eram, portanto, mais do que “tigres de papel”. Esta demonstração está ocorrendo também no Egito.

Daí esse impressionante levante dos povos árabes, que leva a pensar inevitavelmente no grande florescimento das revoluções europeias de 1848, na Jordânia, Iêmen, Argélia, Síria, Arábia Saudita, Sudão e também no Marrocos.

Neste último país (Marrocos), uma monarquia absoluta, na qual o resultado das “eleições” (sempre viciado) é decidido pelo soberano, que designa segundo sua vontade os chamados ministros “da soberania”, algumas dezenas de famílias próximas ao trono continuam controlando a maioria das riquezas.

Os telegramas divulgados por Wikileaks revelaram que a corrupção chega a níveis de indecência descomunal, maiores que os encontrados na Tunísia de Ben Alí, e que as redes mafiosas teriam todas como origem o Palácio. Trata-se de um país onde a prática da tortura está generalizada e o amordaçamento da imprensa é permanente.

No entanto, como na Tunísia de Ben Alí, esta “ditadura amiga” se beneficia da grande indulgência dos meios de comunicação e da maior parte de nossos líderes políticos ocidentais, os quais minimizam os sinais do começo de um “contágio” da rebelião.

Quatro pessoas se imolaram, incendiando suas próprias vestes. Produziram-se manifestações de solidariedade com os rebeldes da Tunísia e do Egito em Tânger, Fez e Rabat. Acossadas pelo medo, as autoridades decidiram subvencionar preventivamente os artigos de primeira necessidade para evitar as “rebeliões do pão”.

Importantes contingentes de tropas do Saara Ocidental teriam sido deslocados aceleradamente para Rabat e Casablanca. O rei Mohamed VI e alguns colaboradores teriam viajado a França no dia 29 de janeiro para consultar especialistas em ordem pública do Ministério do Interior francês (hipocrisia dos governos ocidentais dando guarita a essas ditaduras corruptas).

Ainda que as autoridades ocidentais desmintam as informações sobre o apoio as ditaduras do passado e do presente., está claro que a sociedade dos outros países árabes está seguindo os acontecimentos da Tunísia e do Egito, com excitação. Preparados para unir-se ao impulso de fervor revolucionário e quebrar de uma vez por todas as travas ditatoriais existente no Norte da África e Oriente Médio. E nos amantes da verdadeira democracia devemos cobrar todos aqueles que,nos EUA e na Europa, foram cúmplices durante décadas dessas “ditaduras amigas”.


Fonte: agenciacartamaior - texto original de Ignacio Ramonet com tradução Marco Aurélio Weissheimer

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Egito. O que está à vista? Mudança de liderança ou de regime?


Há doze dias, ainda não tinham começado as manifestações de protesto, a grande prioridade da comunidade ocidental era a preservação da estabilidade no Egito.

O tempo de alguma pressão sobre Mubarack para “abrir” o regime, de que Bush foi um dos protagonistas, não resistiu ao desfecho das eleições na Palestina que deu a vitória ao Hamas. Acabaram por prevalecer as preocupações sobre a segurança de Israel, de que o Egito se tinha tornado pedra-chave em 1978, data do Acordo de Paz, a prioridade do combate ao terrorismo e islamismo radical, e a segurança das fontes de abastecimento de petróleo na região.

Agora pretende-se uma transição ordeira para um regime democrático, uma verdadeira democracia e um diálogo nacional, para usar as próprias palavras da Secretária de Estado americana; mas com uma ressalva: a de que não resulte daí um regime que fomente a violência e o caos, acrescentou depois Hilary Clinton.

Faz sentido a preocupação, mas não se sabe como isso poderá ser garantido, quando a principal força da oposição é a Irmandade Muçulmana que não dá essa garantia e não se vêm outros movimentos políticos com força suficiente para evitar esse desfecho de uma forma democrática.

Mubarack, entretanto, deu mais uma contribuição para evitar que a oposição se una, encarregando o recentemente nomeado Vice-Presidente (Suleiman) de vir a público para mostrar disponibilidade do regime para falar com a oposição e prometer a repetição das eleições de Novembro para o Parlamento em todos os distritos onde os tribunais reconheceram ter havido fraudes.

Recorde-se que o Partido de Mubarack garantiu então a ocupação de 209 dos 211 lugares possíveis no Parlamento. A facção pragmática da oposição verá aqui uma saída da crise, mas as outras continuarão, muito provavelmente, a insistir que só aceitam negociar diretamente com os militares.

A divisão da oposição pode interessar diretamente a Mubarack mas dificilmente interessará ao País. A Mubarack pode vir a permitir-lhe ter argumentos, em face da continuação prolongada do caos de que a população não gosta (principalmente quando o pão aumentou quatro vezes de preço nos últimos dias), para atuar ao seu estilo contra os que não se mostrem disponíveis para entrar em acordos. Ao País em geral e em particular para os que desejam voltar ao seu dia a dia tão cedo quanto possível não interessa porque a falta de um representante único dos descontentes vai prolongar o impasse em que o País se encontra.

Mubarack pode ter a expectativa de que o prolongamento da situação vai cansar os que protestam e a seu tempo causar baixas por desistência mas pode acontecer exatamente o contrário: aumentar a impaciência e agravar-se o conflito.

Estará o Exército à altura de conter a crise? Para já contenta-se em manter uma estabilidade mínima marcando claras linhas vermelhas de proteção das instituições.

Não contando com a polícia para o primeiro controle da segurança do país e não desejando pôr em causa o crédito de prestígio de que desfruta na população, não lhe resta senão tentar contemporizar o mais possível. Até quando? Provavelmente até ao momento que se sentir que a sua autoridade fica irremediavelmente em causa.

Mubarack optou por um caminho cheio de riscos para tentar sair airosamente da crise; começou por fazer algumas promessas, aparentemente pensadas para trazer para o seu lado a fração pragmática da oposição - os que pensam que se já esperaram 30 anos bem podem agora esperar oito meses até às próximas eleições. Resolveu apostar também no cansaço dos manifestantes, agora já no décimo primeiro dia de demonstrações com confrontos entre facções pró e contra a agravarem-se de dia para dia.

Presumivelmente, Mubarack espera que os incidentes que começaram a verificar-se, já não sendo apenas demonstrações de protesto, lhe dão margem suficiente de legitimidade para exigir que o Exército se interponha entre as partes e imponha a ordem.

No entanto, as Forças Armadas ainda não terão feito a opção final sobre o caminho a adotar. As forças estacionadas na Praça Tahrir, que supostamente deviam controlar a situação, mantêm-se, de forma estranha, quase indiferentes ao que se passa à sua volta; nem sequer impediram, como é elementar, que a multidão acabasse por envolve-los totalmente, ficando dessa forma quase de mãos atadas. Nesta postura, vai ser muito difícil mudarem para uma postura de intervenção ativa, como a situação o exige.

Quanto mais demorarem a decidir-se por recuperar o controlo da situação mais esta se agravará e mais difícil será então resolvê-la. Terão muito provavelmente que chamar outras forças; as que têm estado no terreno dificilmente terão condições de atuar.

Mubarack não tem outro apoio a que possa recorrer, mas nem mesmo este recurso está a gerir inteligentemente. Ao nomear um militar (ex-Chefe do Estado Maior da Força Aérea) para o cargo de Vice-Presidente, está a dar ao País a imagem que, afinal, as Forças Armadas continuam a funcionar como a tábua de salvação do regime. Quando a população não tiver dúvidas sobre isso, então a imagem quase mítica de que o Exército beneficia junto dos egípcios começará a esvanecer-se rapidamente e acabará o crédito de confiança que dispõe para gerir o processo de transição.

De algum modo isso já está acontecer; o aproveitamento político do prestígio dos militares, que tentou fazer com a nomeação do Vice-Presidente, já não chegou para evitar que a oposição não aceite essa decisão desde o primeiro momento.

Os EUA e agora também a UE, em particular os cinco que objetivamente se manifestaram sobre a situação (França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha), insistem que a transição “deve começar já” embora em nenhuma circunstância refiram que o processo deve começar pela saída do Presidente. Começa, no entanto, a ficar explícito que é precisamente isso que esperam a fim de evitar maior deterioração da situação. Fica a incógnita preocupante do rumo que o País poderá tomar a partir daí; em especial, saber se a oposição secular conseguirá organizar-se em tempo oportuno e de modo eficaz a “travar o passo” aos avanços da Irmandade Muçulmana.

Obviamente, os interesses ocidentais sairão seriamente comprometidos se a queda do regime se processar em favor de grupos radicais ou de um regime que questione a paz com Israel. No entanto, o risco, pelo menos, não é imediato. Não havendo nenhuma força política por detrás dos manifestantes, para já o processo de transição será liderado pelas Forças Armadas. Depois será um processo político impossível de prever e como tal preocupante.

Para o curto prazo, o interessante é uma notícia que passou a circular recentemente relacionada a Israel. Mesmo ferindo os termos de um Acordo de 2005 com o Egito (na seqüência dos Acordos de Paz), Israel tinha autorizado o estacionamento de dois batalhões do Exército egípcio (cerca de 800 homens) em Shar-el-Sheikh, na Península do Sinai; é um movimento curioso porque nada explica essa movimentação e começou-se a especular com o fato de Mubarack ter uma residência nessa zona.

É possível que o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas egípcias esteja a considerar uma solução de saída minimamente digna à volta dessa possibilidade, com o apoio de Israel e dos EUA. Se esta associação tem de fato consistência então temos aí um sinal de que um primeiro desfecho da situação poderá estar para breve.

Fonte: Jornal da Defesa e Relações Internacionais postado http://brasilnicolaci.blogspot.com/

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Evolução do Conceito de Inteligência

Durante grande parte dos séculos 19 e 20, acreditou-se que a inteligência era algo podia ser facilmente medida, determinada e comparada através de testes, como o famoso teste de QI por exemplo, que dava a inteligência da pessoa em números.

No entanto, com o tempo, o teste de QI foi caindo em descrédito pois pouco a pouco foi se notando que nem sempre as pessoas mais inteligentes e bem sucedidas obtiam os melhores resultados.

Os psicólogos e pesquisadores começaram a notar que havia alguns casos de pessoas que obtinham resultados mediocres nos testes de QI, mas que se davam bem na vida pois eram pessoas determinadas, disciplinadas, persistentes e carismáticas. Mas como pessoas consideradas “burras” pelo teste de QI poderiam ter tanto sucesso ? A resposta é simples: existem vários tipos de inteligência !!

Segundo Howard Gardner, psicólogo autor desta teoria, existem ao todo 7 tipos de inteligência e todas as pessoas tem um pouco das 7 combinados dentro de sí. No entanto cada pessoa tem um deles desenvolvido de modo mais forte e que se sobrepõe sobre os outros.

Os 7 tipos de inteligência identificados no trabalho de Howard Gardner são:

Inteligência Linguistica
As pessoas que possuem este tipo de inteligência tem grande facilidade de se expressar tanto oralmente quanto na forma escrita. Elas além de terem uma grande expressividade, também tem um alto grau de atenção e uma alta sensibilidade para entender pontos de vista alheios. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado esquerdo do cérebro é uma das inteligências mais comuns.

Inteligência Lógica
Pessoas com esse perfil de inteligência tem uma alta capacidade de memória e um grande talento para lidar com matemática e lógica em geral. Elas tem facilidade para encontrar solução de problemas complexos, tendo a capacidade de dividir estes problemas em problemas menores e ir os resolvendo até chegar a resposta final. São pessoas organizadas e disciplinadas. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado direito do cérebro.

Inteligência Motora
Pessoas com este tipo de inteligência possuem um grande talento em expressão corporal e tem uma noção espantosa de espaço, distancia e profundidade. Tem um controle sobre o corpo maior que o normal, sendo capazes de realizar movimentos complexos, graciosos ou então fortes com enorme precisão e facilidade. É uma inteligência relacionada ao cerebelo que é a porção do cérebro que controla os movimentos voluntários do corpo. Presente em esportistas olímpicos e de alta performance. É um dos tipos de inteligência diretamente relacionado a coordenação e capacidade motora.

Inteligência Espacial
Pessoas com este perfil de inteligência, tem uma enorme facilidade para criar, imaginar e desenhar imagens 2D e 3D. Elas tem uma grande capacidade de criação em geral mas principalmente tem um enorme talento para a arte gráfica. Pessoas com este perfil de inteligência tem como principais características a criatividade e a sensibilidade, sendo capazes de imaginar, criar e enxergar coisas que quem não tem este tipo de inteligência desenvolvido, em geral, não consegue.

Inteligência Musical
É um dos tipo raros de inteligência. Pessoas com este perfil tem uma grande facilidade para escutar músicas ou sons em geral e identificar diferentes padrões e notas músicais. Eles conseguem ouvir e processar sons além do que a maioria das pessoas consegue, sendo capazes também de criar novas músicas e harmonias inéditas. Pessoas com este perfil é como se conseguissem “enxergar” através dos sons. Algumas pessoas tem esta inteligência tão evoluida que são capazes de aprender a tocar instrumentos musicais sozinhas. Assim como a inteligência espacial, este é um dos tipos de inteligência fortemente relacionados a criatividade.

Inteligência Interpessoal
Inteligência interpessoal é um tipo de inteligência ligada a capacidade natural de liderança. Pessoas com este perfil de inteligência são extemamente ativas e em geral causam uma grande adimiração nas outras pessoas. São os lideres práticos, aqueles que chamam a responsabilidade para sí. Eles são calmos, diretos e tem uma enorme capacidade para convencer as pessoas a fazer tudo o que ele achar conveniente. São capazes também de identificar as qualidades das pessoas e extrair o melhor delas organizando equipes e coordenando trabalho em conjunto.

Inteligência Intrapessoal
É um tipo raro de inteligência, também relacionado a liderança. Quem desenvolve a inteligência interpessoal tem uma enorme facilidade em entender o que as pessoas pensam, sentem e desejam. Ao contrário dos lideres interpessoais que são ativos, os lideres intrapessoais são mais reservados, exercendo a liderança de um modo mais indireto, através do carisma e influenciando as pessoas através de idéias e não de ações. Entre os tipos de inteligência, este é considerado o mais raro.

As Inteligências Predominantes(% das pessoas em que cada tipo de inteligência):

* Inteligência Linguistica = 29 %

* Inteligência Lógica = 29 %

Inteligência Motora = 16 %

Inteligência Espacial = 14 %

Inteligência Musical = 6 %

Inteligência Interpessoal = 4 %

Inteligência Intrapessoal = 2 %

* são as chamadas Inteligências Clássicas, as inteligências que aparecem no teste de QI.

Fonte: guiadacarreira

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Hyundai reserva US$ 12 bilhões para fundar uma 'Hyundainópolis' em Piracicaba


Plano dos coreanos é criar uma cidade para 250 mil habitantes em torno da nova fábrica do interior paulista, que será seu maior centro fora da Ásia.

O desembarque da Hyundai em Piracicaba vai além da construção de uma fábrica de automóveis. Os sul-coreanos deram a partida no que promete ser um dos maiores investimentos já feitos por um grupo privado no Brasil.

A julgar pelas cifras e proporções do projeto, o país vai se tornar o maior centro de produção de automóveis do grupo fora da Ásia. No total, os sul-coreanos vão desembolsar quase US$ 12 bilhões. A subsidiária deverá ter abrangência comercial sobre todas as Américas e a África. Isso inclui, portanto, o cobiçado mercado norte-americano, no qual são vendidos por ano mais de 18 milhões de automóveis novos.

Guardadas as devidas proporções, o Brasil passará a ter uma importância global para a Hyundai próxima à que tem para o Grupo Fiat.

Entre as pessoas ligadas ao projeto, há quem diga até, superlativos à parte, que o Brasil será uma espécie de "matriz do B" do grupo. A Hyundai pretende fundar uma “república própria” encravada no interior de São Paulo. Além da instalação da fábrica, planeja criar um supply belt poucas vezes visto na história da indústria automobilística nacional. Pelo menos é o que está no papel. A ideia é trazer para o Brasil grande parte dos fornecedores que atendem à companhia na Coreia do Sul, de forma que toda a cadeia de produção fique em Piracicaba.

A Hyundai mantém um relacionamento peculiar com os fabricantes de autopeças sul-coreanos. A montadora é sócia de quase todas estas empresas-satélites. Estas, por sua vez, são acionistas umas das outras. Este modelo societário em pirâmide, como se todos fossem apenas um, vem a calhar para a ocasião e facilitará a vinda em massa dos fornecedores para o Brasil.

Os sul-coreanos estão enfurnados no Brasil há pelo menos seis meses trabalhando na formatação final do projeto. Em torno da fábrica, a montadora planeja criar uma cidade projetada para 250 mil habitantes. Esta “Hyundailópolis” terá escolas, hospitais, projeto de urbanização e um sistema próprio de transportes por meio de VLT, que ligará toda a linha de produção e os fornecedores.

A intenção da Hyundai é produzir no Brasil boa parte do seu portfólio de veículos, de forma a atender às características dos distintos mercados que serão abastecidos pela fábrica de Piracicaba.

Fonte:http://www.brasilagro.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

BIG BROTHER BRASIL 11


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço.

A décima primeira edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um "zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Eu gostaria de perguntar ao Pedro Bial, se ele não pensa que esse programa é a morte para muitos valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, outro repórter do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis.

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores, carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor. Nem sempre remunerados de acordo com suas responsabilidades e habilidades.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Será? Aquilo é fantasia tranvestida de realidade. Pura mentira.

O que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB é somente dinheiro e audiência que gera mais dinheiro para poucos.

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de indignação, por ver tamanha aberração.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avôs... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Pense, assistir ao BBB, talvez você esteja ajudando a Globo a ganhar rios de dinheiro e ao mesmo tempo destruir muito valores éticos e morais sobre os quais foi construída nossa sociedade.

Texto que circula na internet, a princípio autor desconhecido, já foi imputado a Luís Fernando Veríssimo (porém confirmado como mentira da internet).

Fonte: blog fonte de justiça

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Questão da água no Brasil exige conhecimento, recursos e políticas


O maior apoio às pesquisas e as políticas direcionadas à área de Recursos Hídricos podem contribuir para a solução de problemas sociais e econômicos brasileiros.

Entre estes problemas está "a necessidade de mais eficiência na utilização de água no processo de irrigação no setor agrícola, a escassez, a utilização imprópria e desmedida desses recursos e a falta de saneamento adequado".

Esta é a avaliação do coordenador de Recursos Hídricos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sanderson Leitão, que considera significativa a maior atenção à área nos últimos anos.

Sanderson sustenta que, embora o Brasil seja privilegiado em termos de disponibilidade hídrica, ainda há alguns obstáculos a serem superados para garantir o abastecimento desse bem à população e às atividades econômicas, com qualidade e sustentabilidade.

"Temos cerca de 14% de toda a água existente no planeta, no entanto, o nosso problema é que essa água está distribuída irregularmente ao longo do território", esclarece. "A maior parte da água do Brasil se concentra na região Norte (70%), onde está de 7 a 8% da população, enquanto o restante das reservas se encontra distribuído de forma irregular ao longo do País, com problemas de escassez ou de pouca água em localidades, como São Paulo, Curitiba, Recife e até Manaus".

Sanderson lembra ainda que 85% da população vive nas cidades e que o crescimento econômico demanda mais água para consumo doméstico e industrial. Na visão do especialista, para aprimorar e garantir, ainda mais, o atendimento dessas demandas decorrentes do acelerado desenvolvimento do País, é preciso ter uma gestão integrada da água, inclusive utilizando tecnologias de ponta, como a dessalinização de água do mar e o emprego de nanotecnologias no setor de saneamento e abastecimento.

"Temos no Brasil uma quantidade importante de perdas no processo de distribuição de água. Estas podem chegar, em alguns casos, a mais de 50% de água tratada perdida nas redes de abastecimento devido a causas diversas. Além disso, temos apenas cerca de 20% dos esgotos tratados devidamente, fato que está vinculado diretamente à origem de várias doenças que afligem a população. Essa água tratada poderia ser reutilizada para várias finalidades, o que contribuiria, ademais, para o uso de tecnologias sustentáveis e para uma produção mais limpa, área em que o País precisa avançar ", exemplifica.

A agricultura é a principal consumidora dentre os usuários de recursos hídricos, responsável por 70% do consumo total. "Tivemos avanços significativos nos investimentos para a área e, assim, evoluímos muito nos últimos anos, no entanto, precisamos investir ainda mais em pesquisa e desenvolvimento para que tenhamos métodos de irrigação mais eficientes, para que possamos priorizar o uso da água para fins mais nobres, como o consumo humano e ter mais água disponível para outros usos", defende Sanderson.

Para superar esses gargalos, uma das estratégias adotadas, foi o investimento realizado por intermédio do Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro), um dos 15 fundos administrados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT).

O CT-Hidro financia a capacitação de recursos humanos, estudos e projetos na área para aperfeiçoar os diversos usos da água, de modo a assegurar o alto padrão de qualidade e a utilização racional e integrada.

Os recursos do fundo, no período de 2003 a 2010, chegaram a R$ 122 milhões dos recursos destinados a ações verticais, investidos em 685 projetos (38 editais e 23 encomendas); e R$ 179 milhões, dos recursos destinados a ações transversais, investidos em 325 projetos (39 editais e 30 encomendas), para formação de recursos humanos (principalmente técnicos, pesquisadores e gestores de recursos hídricos), apoio a grupos de pesquisa emergentes e em consolidação, apoio a eventos técnico-científicos e publicações, fortalecimento de laboratórios e fomento à pesquisa.

Segundo Sanderson, esse apoio é fundamental para a profissionalização dos técnicos com maior conhecimento do ciclo hidrológico e para a sua interação com as atividades antrópicas.

Na intenção de promover a gestão integrada da água e o desenvolvimento científico e tecnológico, foi proposta pelo MCT a criação do Instituto Nacional de Águas (INA), projeto de lei em fase de tramitação no Congresso Nacional. O instituto visa articular, fomentar, executar estudos, pesquisas e desenvolvimento de soluções sustentáveis.

Entre as realizações dos últimos anos, destaca-se ainda a criação do Sistema Nacional de Informações em Recursos Hídricos (SNIRH), pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio do MCT. Houve, igualmente, a criação da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (HidroEx), em Frutal (MG), com o objetivo de educar, pesquisar e viabilizar soluções para a gestão sustentável das águas.

Entre os avanços obtidos, ele ainda cita as conquistas da Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia (CTCT) do Conselho Nacional de Recursos Hídricos; da qual é presidente e participam 17 representantes de outras instituições.

As intensas atividades do grupo, no segundo semestre de 2010, resultaram na aprovação, pelo conselho, de três propostas consideradas importantes para o setor: a resolução que estabelece procedimentos para disciplinar as práticas de reúso direto não potável de água na modalidade agrícola e florestal e as moções que recomendam a manutenção do Programa de Pesquisas em Saneamento Básico (Prosab) e a prioridade de investimento em ciência, tecnologia e inovação na área de recursos hídricos.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br