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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

China: novos rumos, mais oportunidades

A China continua a ter na Europa o principal mercado consumidor para os seus produtos. Mesmo assim, conforme a União Europeia consegue soluções adequadas para equilibrar as contas mais comprometidas da zona do euro, a China sente o efeito das exportações em declínio. Em seus esforços para amenizar o impacto da crise europeia e estimular o crescimento orgânico, o governo chinês tem apresentado novas orientações e expectativas.

Os objetivos da China estão mais focados em desenvolver o consumo doméstico e tornar-se menos dependente das exportações líquidas.

Em entrevista concedida à revista KPMG Business Magazine 26, Peter Fung, líder global da Prática Chinesa da KPMG, analisa as orientações do novo governo chinês. Ele também explica como o Brasil pode aproveitar as oportunidades resultantes dessas mudanças.

Business Magazine - De que forma a crise dos países da zona do euro tem afetado a China?
Peter Fung - O impacto é visível principalmente nas exportações líquidas e no volume de investimentos estrangeiros diretos (IED) na China. Nas três últimas décadas, o IED na China cresceu exponencialmente, atingindo o ponto máximo de US$ 116 bilhões em grande parte provenientes da Europa. Com a crise, os investimentos estrangeiros diretos na China caíram para US$ 83,4 bilhões no terceiro trimestre de 2012. Ou 3,8% em relação aos US$ 86,7 bilhões de igual período de 2011. A participação europeia nesse montante caiu 6,3%.

Outro impacto foi sentido nas exportações líquidas. A China ainda é líder em produção e exportação, principalmente para a Europa. Contudo, diversos países compradores cortaram seus gastos com importações chinesas. Com isso, as exportações líquidas da China foram severamente impactadas. No terceiro trimestre de 2012, as vendas chinesas para a União Europeia caíram 17%, passando de US$ 108,2 bilhões para US$ 89,9 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano passado.

BM - De que forma a China tenta reverter essa situação?
PF - Para a China, a reforma econômica significa mudar a partir de dentro do país. A estrutura que dita como a China cresce e de onde é obtido o crescimento irá conduzir, no final, a uma maior sustentabilidade econômica. O mercado consumidor terá a função mais importante no direcionamento do desenvolvimento econômico chinês; o desenvolvimento adicional da classe média chinesa é um aspecto imperativo na direção da obtenção do crescimento sustentável de longo prazo. O governo também enfatiza o aspecto de gastar relativamente menos em investimentos de larga escala. Já com relação a importações de commodities, como o minério de ferro do Brasil, os gastos devem crescer a um ritmo menor. Entretanto, uma economia chinesa mais equilibrada e mais saudável será capaz de garantir maior sustentabilidade no longo prazo.

BM - Como essa reforma poderá impactar a relação comercial da China com o Brasil?
PF - Em curto prazo, o governo chinês irá assumir uma postura mais baseada em incentivos. Espera-se que mais projetos de investimentos em infraestrutura e indústrias pesadas serão aprovados para apoiar o crescimento econômico. Os fornecedores brasileiros de commodities provavelmente serão beneficiados por essa política.

A China vai realizar, ainda, uma reforma na distribuição de renda, com eixo no aumento dos salários, o que também deverá elevar o poder de compra, bem como as importações. Com o aumento da renda, a população chinesa poderá viajar mais. E, provavelmente, o Brasil será um dos destinos mais procurados pelos turistas chineses, principalmente tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Os produtos manufaturados brasileiros poderão também se tornar uma parte relevante das exportações para a China.

BM - Quais mudanças prováveis veremos no comércio entre os dois países?
PF - O comércio bilateral continuará centrado na forte demanda da China por commodities. O Brasil é um poderoso fornecedor de commodities e a China é um dos maiores consumidores mundiais. A China tem sido a maior parceira comercial do Brasil e também o principal destino para suas exportações. Embora a economia chinesa tenha dado sinais moderados de desaceleração, a demanda crescente por commodities será sustentada devido à grande população e às políticas de estímulo ao consumo. Consequentemente, é correto assumir que o Brasil continuará sendo um fornecedor-chave para a China. E que o país manterá o seu excedente comercial atual com a China.

BM - Qual é a sua análise sobre o fluxo de investimentos entre ambos os países?
 PF - A China e o Brasil, certamente, não estiveram imunes à desaceleração econômica global causada pela crise da dívida europeia, mas a crise também criou oportunidades de negócio. A China é autossuficiente em capital e tem grande demanda por energia, minerais e commodities. O Brasil é rico nesses recursos e tem grande demanda por capital para apoiar seu desenvolvimento.

Assim, o Brasil tem aproveitado os fluxos de investimentos razoavelmente grandes da China, que também tem aproveitado os crescentes recursos naturais do Brasil. Em 2011, os investimentos diretos da China responderam por 7% do IED total no Brasil, enquanto a China recebeu menos de 1% do investimento total do Brasil no exterior.

Consequentemente, é correto assumir que ambos os países podem beneficiar o investimento e o comércio estrangeiros. E que as oportunidades de investimento de capital continuarão a propiciar vantagens distintas para o desenvolvimento de ambos os países.

BM - Quais foram as oportunidades criadas até aqui?
PF - Por exemplo, o Brasil adotou medidas para estimular o investimento em infraestrutura, assim como em compras governamentais para combater a desaceleração econômica. As empresas chinesas podem levar recursos, tecnologia e experiência para o Brasil, principalmente para a construção de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Os planos para as compras governamentais brasileiras darão prioridade a produtos fabricados localmente, o que, por sua vez, fará com que as empresas chinesas acelerem os seus investimentos no país para a construção de plantas industriais.

A China, por sua vez, busca garantir o suprimento de energia e recursos naturais. Setores como os de metais e minérios, petróleo e gás natural, produtos agrícolas, florestais e de papel são áreas de investimentos atraentes para a China. O forte mercado de consumo do Brasil também apresenta um imenso potencial para as empresas chinesas, em diversos segmentos, como a indústria automotiva e de autopeças, eletrodomésticos, aparelhos celulares, smartphones e serviços de banda larga.

As empresas chinesas também mantêm um grande interesse no setor de infraestrutura brasileira, que exibe um forte crescimento. Essas áreas incluem redes de transmissão de energia, equipamentos e máquinas industriais, além da engenharia civil.

BM - E quais as oportunidades para os brasileiros que desejam investir na China?
PF - As áreas promissoras para o capital brasileiro são as de biocombustíveis, energias renováveis, indústria aérea e aviação. O plano de cooperação de dez anos assinado entre o Brasil e China, em 2012, no Rio de Janeiro, identifica áreas-chave de cooperação que incluem alta tecnologia, exploração espacial, mineração, infraestrutura e transportes. Os empresários brasileiros também podem investir nas áreas de interesse do Plano Quinquenal da China, que inclui agricultura, nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação e comunicação, indústria cultural criativa, engenharia oceânica, petróleo e gás natural e novas fontes de energia (especialmente recursos renováveis).

BM - Qual é o melhor modelo de negócio para cada setor?
PF - Em 2010, entre todos os tipos de IED na China, mais de 76% dos investimentos se destinaram ao estabelecimento de empresas de capital 100% estrangeiro e 21% foram para joint ventures com companhias chinesas. Os investimentos brasileiros focaram, principalmente, em agricultura, fabricação e recursos naturais. Os investimentos na área de recursos naturais adotaram, normalmente, um modelo de cooperativa nos três estágios relacionados à exploração, ao desenvolvimento, e à produção.

Na agricultura, há normalmente três modelos principais de operações usados por empresas estrangeiras: joint venture, equivalência dejoint venture, que é uma forma diferente de associação com parceiros locais, e empresa de capital 100% estrangeiro.

Em áreas de alta tecnologia, como nanotecnologia e biotecnologia, as empresas brasileiras, em cooperação com companhias chinesas, podem escolher cofinanciar centros de pesquisa e desenvolvimento, bem como centros de aprendizado contínuo para acordos de cooperação tecnológica de longo prazo e um intercâmbio de experiências.

Por  Administradores, KPMG Business Magazine,
Fonte: WWW.administradores.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2012

Os "milagres econômicos" da Guerra Fria


A lógica da Guerra Fria pesou decisivamente na origem dos "milagres econômicos" na Alemanha, Japão, Itália e Coreia, e na transformação posterior desses países em peças centrais da engrenagem econômica do poder global dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70.

Salvo engano, foi o jornal The Times que falou pela primeira vez - em 1950 - de "milagres econômicos", referindo-se à países com prolongados períodos de altas taxas de crescimento econômico sustentado. Depois, esta expressão foi utilizada para caracterizar o crescimento da Alemanha, Itália, Japão, Coréia e Brasil, entre as décadas de 50 e 80, período áureo da Guerra Fria.

Entre 1950 e 1973, o produto nacional da Republica Federal Alemã, cresceu à uma taxa média anual de 5,05%; no mesmo período, a Itália cresceu 5,68%; o Japão, 9,29%; e a Coréia do Sul, 9.85%. No Brasil, as taxas foram mais altas e descontínuas, com uma média de 8%, entre 1955 e 1960, 11%, entre 67 e 73, e 6,4% entre 74 e 80, mas com uma queda significativa no período 61/67. Assim mesmo, depois de 1980, a taxa de crescimento de todos estes países caiu de forma desigual mas permanente.

Agora bem, a despeito de suas grandes diferenças históricas e políticas, Alemanha, Japão, Itália e Coréia foram derrotados e destruídos - na II Guerra Mundial ou na Guerra da Coréia - e depois foram ocupados e transformados em "protetorados militares" dos EUA. Logo depois da guerra, a ideia americana era desmontar as antigas estruturas econômicas destes países. Mas depois do começo da Guerra Fria e do fim da Guerra da Coréia, este projeto inicial foi substituído por uma política diametralmente oposta de estimulo ao crescimento econômico, com forte dos governos locais, e dos próprios agentes econômicos e instituições privadas do pré-guerra.

Por isto, se pode dizer com toda certeza que a lógica da Guerra Fria pesou decisivamente na origem dos "milagres econômicos", e na transformação posterior daqueles países, em peças centrais da engrenagem econômica do poder global dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70.

No caso do Brasil - que foi aliado dos EUA na II Guerra - o caminho foi diferente, mas também se pode falar de um "convite" que foi aceito - depois do Acordo Militar Brasil-EUA, de 1952 - e que transformou o Brasil no pivot central da estratégia desenvolvimentista norte- americana, para a América Sul. A nova política foi experimentada primeiro com o governo JK - inteiramente alinhado com os EUA e com o colonialismo europeu - e só depois, a partir de 1964, sob comando direto do regime militar.

Depois de quase três décadas de "milagre econômico", entretanto, este processo foi interrompido pela "crise americana" da década de 70, e pela nova mudança da política internacional dos EUA. Tudo começou com a reaproximação da China, no início da década de 70, que levou à derrota/saída americana do Vietnã, e ao redesenho do equilíbrio do poder, no sudeste asiático. Foi neste mesmo contexto que os EUA decidiram abandonar Bretton Woods, liberando sua moeda e iniciando a desregulação do seu mercado financeiro, com a lenta construção de um novo sistema monetário internacional, baseado no dólar, mas sem base metálica.

A nova estratégia permitiu o cerco e desconstrução final da URSS e o fim da Guerra Fria, mas ao mesmo tempo, ela desativou ou esvaziou o papel econômico que fora ocupado pela Alemanha e pelo Japão, e secundariamente, pelo Brasil, durante as primeiras décadas da Guerra Fria. O crescimento econômico médio anual da Alemanha caiu para 2,10%, entre 1973 e 1990; o do Japão, caiu para 2,97%; o da Itália, para 1,76; o da Coréia, para 6,77; enquanto o Brasil entrava num longo período de estagnação.

No mesmo tempo em que a China se transformou no novo milagre econômico" do sistema capitalista mundial, enquanto a Alemanha e o Japão seguiam na sua condição de gigantes industriais e tecnológicos, mas com "pés de barro", ainda na condição de protetorados militares dos EUA e sem dispor de recursos naturais essenciais, além de serem igualmente dependentes do ponto de vista alimentar e energético.

Assim mesmo, no início da segunda década do século XXI, pode ser que o Japão e a Alemanha venham a ser resgatados, uma vez mais, como caminho de saída da crise, para os EUA, e como instrumentos da nova doutrina Obama, que se propõe fazer - desta vez - o cerco econômico e militar da China. O Japão e a Coréia estão sendo pressionados para participar da Trans-Pacific Partenership - TPP, que é hoje a pedra angular da política comercial de Obama, e que se propõe reunir dos dois lados do Pacífico, numa grande zona de livre comércio.

Ao mesmo tempo em que a Alemanha vem sendo estimulada a liderar um grande pacto comercial transatlântico, entre a UE e os EUA, e há quem proponha que o Brasil se junte à "aliança do pacífico". Neste novo xadrez, entretanto, o Brasil é muito menos desenvolvido que a Alemanha e o Japão, mas dispõe de recursos naturais e é auto-suficiente, do ponto de vista alimentar e energético. Por isto, talvez, só o Brasil tenha hoje condições reais de escolher um caminho que lhe dê maior grau de autonomia estratégica, e maior capacidade de projetar seus interesses e sua influencia, numa escala global.


Por José Luis Fiori  - professor titular de Economia Política Internacional da UFRJ e coordenador do Grupo de Pesquisa do CNPQ/UFRJ "O Poder Global e a Geopolítica do Capitalismo". (www.poderglobal.net)

domingo, 18 de dezembro de 2011

Brasil passa Inglaterra e é 6ª economia mundial

Deu no Expresso (de Portugal): Brasil é a 6ª potência mundial

Brasil ultrapassou o Reino Unido, avança a "Economist Intelligence Unit", empresa de consultadoria pertencente ao grupo da revista "The Economist".

O Reino Unido já não é a 6ª maior potência económica do mundo, tendo sido ultrapassado pelo Brasil, que passou a ter este ano o sexto maior produto interno bruto (PIB) medido em dólares à taxa de câmbio corrente.

A informação é da empresa de consultadoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), confirmando assim, e antecipando, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2011.

Tanto o FMI como a EIU e o Business Monitor International (BMI) haviam previsto que o Brasil ultrapassaria até ao final do ano o Reino Unido, passando a ocupar o lugar de sexta maior economia mundial.

De acordo com as projeções da EIU, o Brasil perderá a 6ª posição para a Índia em 2013 mas voltará a recuperar o lugar no ranking em 2014, ano do Mundial de Futebol, ao ultrapassar a França.

PIB cresce acima dos países ricos
A diferença do PIB estimado para o Brasil até ao final do ano - 2,44 mil milhões de dólares (mesmo considerada a redução da projeção de crescimento de 3,5% para 3%) e o PIB do Reino Unido (2,41 mil milhões, com crescimento de 0,7%) é de 1,2%, diferença que poderá facilmente triplicar.

Segundo o jornal "Folha de São Paulo", a subida do Brasil no ranking das maiores economias do mundo deve-se à crise dos países desenvovlidos. De acordo com a agência Terra, a tendência de ascensão dos países emergentes era esperada por especialistas há anos, mas acentuou-se devido à crise global.

A EIU refere que o Brasil continuará a subir no ranking das grandes potências, de modo a que até ao fim da década - de acordo com as projeções - o PIB brasileiro será maior do que o de todos os países europeus.

Segundo o "The Word Economy", de Angus Maddison, em 1820 o PIB britânico, sem as colónias, era 12,4 vezes maior do que o do Brasil; em 1870 era 14,3 vezes superior; e em 1913, 11,7 vezes mais elevado.

Em 2009, o PIB do Brasil ultrapassou os do Canadá e Espanha, passando a ser o oitavo do mundo, e em 2010 ultrapassou o de Itália.

De acordo com a "Folha", o crescimento do PIB que coloca o Brasil em posição favorável en relação às maiores economias mundiais é influenciado também pelo aquecimento da economia em 2010, pautada por uma política monetária de estímulo ao consumo - com uma série de subsídios e isenções de impostos iniciada no pós-crise.

"Enquanto a maioria das economias desenvolvidas ainda gatinhava na recuperação, o Brasil registou no ano passado o maior crescimento desde 1986, chegando a 7,5%. Em 2009, no entanto, a variação da economia brasileira foi negativa."

O jornal ressalta, ainda, que houve uma desaceleração na relação trimestral este ano, influenciada pela contenção do crédito, da valorização do câmbio, de juros mais elevados e do consequente arrefecimento da indústria provocado por estes fatores.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

China passa Japão e é 2ª maior economia do mundo - 2010


O governo japonês divulgou hoje o balanço econômico de 2010 e confirmou a perda do posto de segunda maior economia mundial para a China.

De acordo com dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão em 2010 ficou em US$ 5,474 trilhões. Já a China fechou o ano com um acumulado de US$ 5,8786 trilhões.

A queda nas exportações e no consumo interno, desencadeada pela recessão de 2008/2009, prejudicou o desempenho do Japão. Já a China teve um excelente desempenho no setor manufatureiro.

Segundo os dados divulgados pelo governo, a economia japonesa teve uma retração de 1,1% na taxa anualizada nos três últimos meses de 2010. O crescimento recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior.

Foi a primeira vez, em quatro trimestres, que a economia registrou uma contração. Assim, o PIB anual teve uma expansão de 3,9%.

O ritmo de recuperação do Japão foi lento demais para segurar a posição de segunda maior economia mundial, posto que o Japão ocupou por mais de 40 anos.

Mas o governo diz que o fato não abala a confiança dos japoneses.

"Não estamos competindo por rankings, mas trabalhando para melhorar a vida dos cidadãos", disse hoje Kaoru Yosano, ministro de Política Econômica à imprensa japonesa.

Ele acrescentou que o crescimento chinês é uma boa notícia não só para o Japão, mas para os vizinhos asiáticos. "Isso (o crescimento da China) pode ser a base de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, da Ásia Oriental e do Sudeste", sugeriu.

A China é hoje o principal parceiro econômico do Japão. Empresas de eletrônicos como a Sony e fabricantes de carros como Honda e Toyota ganham cada vez mais espaço no gigante mercado chinês.

O índice de crescimento da China gira em torno dos 10% há alguns anos. Se o ritmo continuar assim, analistas dizem que o país asiático tomará o posto dos Estados Unidos de líder mundial em aproximadamente uma década.

"É real dizer que, em dez anos, a China terá praticamente o mesmo tamanho da economia norte-americana", disse à BBC o consultor econômico Tom Miller, do GK Dragonomics.

Mas mesmo com tanto vigor, a China ainda tem muito para melhorar. "A maioria dos chineses ainda é pobre e há mais pessoas vivendo no campo do que nas cidades", lembra Miller.

Realmente, hoje, a renda per capita dos japoneses continua bem à frente. Os chineses têm um ganho anual de cerca de US$ 3,6 mil, enquanto os japoneses contabilizam uma renda quase dez vezes maior.

Texo de Ewerthon Tobace - BBC

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Exportações brasileiras de 2010 batem novo recorde de vendas externas


Faltando quatro dias úteis para o fechamento do ano, as vendas de produtos brasileiros para o exterior somam US$ 197,999 bilhões e já superam o recorde histórico de 2008, quando as exportações alcançaram US$ 197,942 bilhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as vendas deste ano aumentaram 31,9% em relação às de 2009, considerando-se o critério de média diária. Mas, apesar do menor volume, as importações cresceram mais ainda. As compras externas somaram US$ 179,139 bilhões e evoluíram 42,3% no ano.

Essa diferença percentual em favor das importações vinha acontecendo de forma mais acentuada, ao longo de 2010. Ela diminuiu um pouco agora, porque a balança comercial (exportações menos importações) registra o melhor desempenho do ano neste mês, com saldo de US$ 3,950 bilhões nos 18 dias úteis até agora.

Até então, o melhor superávit mensal no ano era de US$ 3,448 bilhões, em maio, ao passo que os piores resultados foram contabilizados em janeiro, quando a balança comercial teve déficit de US$ 177 milhões, e em novembro último, com superávit de US$ 311 milhões.
Observação: Os críticos da política externa/econômica do governo Lula, pertencentes “a grande mídia (PIG)” devem estar cabisbaixo, pois no começo de 2010 , esses “urubus” do Brasil diziam que nós teríamos um grande déficit na balança comercial já em 2010.

FONTE: http://www.agrosoft.org.br/ Agência Brasil – Repórter Stênio Ribeiro