quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A difícil tarefa de investir


Estou há alguns anos no mercado financeiro e diariamente converso com pessoas que gostariam de investir, mas sempre acabam desanimadas porque surge aquele “mas”. “Mas não tenho tempo”, “mas não sei como”, “mas não sei onde”. Em seguida, sempre vem o “quero viajar para Paris”, “quero comprar um carro novo”, “quero fazer um curso no exterior” e assim por diante.

Entendo bem isso. Como toda pisciana, sou muito sonhadora e às vezes sonho até demais. E, por incrível que pareça, isso acabou me ajudando no mercado financeiro, pois consigo tornar os meus sonhos realidade. E você pode me perguntar: mas como você faz isso?

Em primeiro lugar definindo, as minhas metas. Trabalho no home broker Rico.com.vc, onde tenho várias metas (como qualquer profissional), mas também aprendi a definir as minhas metas pessoais para realizar meus sonhos.

A maior parte do meu dia está voltada para obter resultados para a empresa e para os clientes, mas quero sempre mais do que isso. Assim, defino alguns objetivos pessoais para buscar resultados para a minha vida, trazendo satisfação, realização e até mesmo desafios.

Pensando dessa forma, a tarefa de investir não se torna tão difícil. Sabendo quais são as suas metas, a melhor maneira de se juntar dinheiro é, em primeiro lugar, conhecer seu perfil de investidor.

Em seguida, é fundamental realizar um planejamento financeiro para, com ele, se programar para investir. E programar é sinônimo de comprometimento, ou seja, criar o hábito de investir todo mês como se você tivesse uma conta para pagar. Afinal, você quer atingir os seus objetivos, certo? Se é assim com a empresa, também é assim conosco.

Você deve estar se perguntando: “Mas investir com que dinheiro? Não sobra nada!”. Agora eu te pergunto: será que não sobra mesmo? Você não consegue reservar 10% do seu salário no dia que em que cai o dinheiro na sua conta? Um pouco de esforço nas prioridades e você logo terá um orçamento mais detalhado. Experimente!

Imagina se você investisse o mesmo valor da conta do celular, por exemplo. Provavelmente no final do ano você teria uma grana guardada para fazer o que você bem quisesse. Esse é o grande objetivo de investir: independência. Acho que você entendeu o que eu quero dizer, certo? Então busque o melhor investimento para você tornar aquele sonho em realidade.

Para começar, não precisa ir para uma meta de tão longo prazo como pensar a aposentadoria. Investir também pode ser é fazer o seu dinheiro crescer para comprar alguma coisa que deseja logo, seja fazer um curso, comprar um apartamento, fazer uma festa ou até mesmo passar o carnaval em Salvador!

Ainda dá tempo de começar. Afinal, não dizem que o ano no Brasil só começa depois do carnaval?

Aproveito para convidá-lo a conhecer mais sobre o Rico. Clique em www.rico.com.vc e veja como é fácil programar investimentos mensais em ações, fundos e tesouro direto a partir de R$100,00 por mês e transformar seus sonhos em realidade.
por Mônica Saccarelli. – http://dinheirama.com/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Economia: Um novo olhar sobre o Custo Brasil


Caros leitores, passada a fase dos festejos de fim de ano, proponho aterrissarmos no solo árido da realidade que nos cerca, onde a tríade formada por desafios, percalços e, claro, oportunidades nos espera ávida por colocar em cheque a nossa capacidade de lidar com sua complexidade.

Lamento que esta abertura seja pouco, digamos, auspiciosa, com pétalas cintilantes de otimismo e frases feitas em eventos corporativos típicos (os que me conhecem sabem que não é esse o meu estilo). O fato é que o triunfo pertence aos sonhadores, é verdade, mas somente para aqueles que colocam a mão na massa, com prioridade aos que encaram a realidade com destemor.

Tratando o Custo Brasil
Então, sem temor, dó e nem piedade, abordo desta vez o famoso Custo Brasil, tema que reputo como um dos mais complexos, espinhosos e ariscados do universo econômico brasileiro. Um verdadeiro Triângulo das Bermudas para articulistas que, como eu, estão sempre correndo o risco de, induzidos pelas generalidades reinantes, cair no barranco das platitudes e obviedades tão comuns em algumas narrativas ditas “especializadas”.

Coloco desta forma, pois o Custo Brasil é um hóspede tão antigo e conhecido que de indesejável vem se transformando em figura quase folclórica, daquelas que com o tempo não podem mais deixar de existir, pois alimentam o riso (deprimente) do dia a dia e, porque não, eventualmente ajudam a explicar ineficiências inexplicáveis.

Mas antes de nos aprofundarmos, e já conhecedor do tom crítico com que colocarei as próximas linhas, faço aqui a ressalva às exceções de toda ordem, tanto no universo público/institucional como no privado, onde se observa o culto da eficiência, o apego à boa gestão, o triunfo da capacidade e do mérito. Não se trata de firulas, mas de justiça.

Uma outra forma de ver o Custo Brasil
Deixando de lado as exceções, convido-o a dirigir atenção ao que não dá certo neste amado Brasil varonil. E inicio com uma importante calibragem do senso comum.

O ponto central é que o costumeiro olhar sobre o Custo Brasil, onde se enxerga a escassez de infraestrutura, o complexo e avassalador modelo tributário, o déficit educacional com impacto direto na falta de mão de obra especializada, a insegurança e desfuncionalidade do sistema jurídico e a aberrante burocracia como os únicos elementos da composição desse ser tão pouco estranho, invariavelmente nos traz um panorama incompleto, e por conta disso injusto.

Existem outros componentes igualmente importantes, e que em alguns casos possuem um princípio ativo econômico com alta capacidade de potencialização dos elementos comumente citados. E, por mais difícil que seja admitir, residem não no universo público e suas instituições (como também costumeiramente se coloca), mas no mundo privado, incluindo a sociedade como um todo e seu comportamento ativado por nossa raiz cultural.

Assim, é importante destacar que a nossa atávica passividade, o nosso senso enraizado de não participação política/institucional, o otimismo que ecoamos tão facilmente diante de um ou outro ano bom, juntamente com a fragilização crescente do senso crítico muito contribuem para manter o hóspede a que nos referimos alimentado, e confortavelmente instalado. O Custo Brasil.

As empresas também contribuem para o Custo Brasil
A participação privada não para por ai. Na esfera microeconômica reside (ressalvadas as honrosas exceções) a insistente cultura da imprecisão, do não aprofundamento, do desapego com patamares essenciais de organização e eficiência, embalados por uma cultura de gestão que se infantiliza com o tempo, sempre pautada por modismos de última hora, com seus gurus tão imponentes quanto inoperantes.

Neste contexto, existe ainda o recente apego obsessivo ao politicamente correto corporativo, que dilui o senso de realidade e enfrentamento necessários para a sobrevivência empresarial.

Quem não conhece o caso típico da empresa que implementa um programa de responsabilidade social de primeira linha, mas ainda não é capaz de se preparar para se submeter a uma auditoria de primeira linha? O velho teorema onde “parecer” é mais importante do que de fato, ser.

Atitudes que não reconhecem limites e muito fazem para piorar o chamado Custo Brasil. Veja você que há “caça talentos” que recomendam aos seus clientes contratar para cargos de liderança pessoas que gostam de Rock, afirmando que o gosto ao gênero musical é indicativo da capacidade de liderança.

Também vi por ai que é preciso usar mais o “abraço corporativo” como forma de diluir tensões (que às vezes precisam existir). E que tal a conclusão de que candidatos que se divertem frequentemente em joguinhos eletrônicos são dotados de maior capacidade para resolver problemas?
Você já tinha pensado no Custo Brasil de forma mais abrangente, saindo das discussões e responsabilidades apenas dos governos? Já está mais do que na hora de conversarmos com o “hóspede” sobre seu “despejo”, mas antes uma autocrítica vai muito bem.
Por Gustavo Chierighini - Dinheirama

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A estagnação econômica da Coreia do Sul


Coreia do Sul: o tigre patina

A estagnação da economia coreana é o tópico central das discussões que atravessam esse país, conhecido como um dos tigres asiáticos.

Com uma população de cerca de 50 milhões de habitantes, no ocidente pouco se sabe sobre esse pequeno país asiático. Ainda que não seja uma ilha, é como se fosse, já que a sua vizinhança, China, Japão e Coreia do Norte, mantêm, na prática, o país isolado, ainda que mais de 50 milhões de pessoas tenham entrado e saído do país em 2012.

Após o término da Segunda Guerra Mundial, a península coreana passou pela chamada Guerra da Coreia que, legalmente, ainda não terminou, já que nunca foi assinado um tratado de paz entre as partes beligerantes. E, desde 1953, convivem na mesma península a Coreia do Sul e a Coreia do Norte.

Comparativamente, a Guerra da Coreia fez com que o seu desenvolvimento fosse retardado uma década com relação ao vizinho Japão que, mesmo derrotado na guerra, galgou nas décadas posteriores o segundo posto da economia mundial, até ser ultrapassado recentemente pela China. 

Essa década de atraso levou a Coreia do Sul a olhar para o Japão como uma espécie de “irmão mais velho”, cujos sucessos deviam ser copiados. Não é segredo para ninguém que, durante as últimas décadas, a Coreia do Sul copiou exaustivamente o modelo japonês. Longe de ser um demérito é um fato que a Coreia conseguiu avanços importantes no modo de produção capitalista, conseguindo, num setor extremamente competitivo como a indústria automobilística, posicionar-se como um importante fabricante mundial. Também no setor eletroeletrônico, o mundo pode ver a contínua ascensão de marcas como a Samsung e a LG no mercado internacional.

Sem perspectivas de avançar
Mas, apesar desse sucesso anterior, a atual Coreia é um pais estagnado, sem perspectivas de avançar. A Coreia vive hoje os mesmo males que o Japão: envelhecimento da população, perda de competitividade, declínio do mercado interno, declínio na construção civil, uma estrutura produtiva cara, comparada com outros países asiáticos, e um grande endividamento público. 

Ou seja, o tigre envelheceu e agora patina. Do ponto de vista político, dominado pela direita, tampouco se podem vislumbrar políticas que possam mudar o destino coreano pelo menos a curto prazo e, além disso, a questão da unificação da península coreana continua a ser uma pendência histórica a ser resolvida a médio ou longo prazo, provavelmente.

Trabalho precário em crescimento
A situação de emprego da juventude sempre reflete de uma maneira ou outra a verdadeira situação do mercado de trabalho. Segundo Byun Yang-gyu, diretor do Instituto de Pesquisa Econômica da Coreia, a taxa de emprego entre pessoas de 15 a 29 anos continua em declínio desde 2005. Os novos formandos das universidades levam, em média, um ano para conseguir um emprego. Desses, cerca da metade abandonam os seus empregos, insatisfeitos com as condições de trabalho.

Além desse fato, alguns milhões tornaram-se trabalhadores precários, com as empresas a recusar-se a contratá-los de forma efetiva. Isso, certamente, faz com que as novas gerações de trabalhadores sejam obrigadas a aceitar salários mais baixos e condições de trabalho piores do que os seus pais tiveram.

Este breve olhar do panorama coreano faz-nos lembrar que na Ásia, apenas a China e a Índia continuam com crescimento econômico, mas, menor do que nos anos anteriores. E, mesmo assim, isso não significa uma melhoria na condição de vida das massas. A outra exceção, inesperada, é a atual expansão da economia filipina, um país marcado por catástrofes anuais (furacões, chuvas torrenciais) e uma corrupção endêmica.

Por Tomi Mori -  Alfeu - Do Esquerda.net-blog do Nassif

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brasil - Para entender o jogo político da atualidade


Disputa política x confronto, pombas x falcões. Este é o dilema da política brasileira para os próximos anos.
Há uma ebulição no cenário político, transformações profundas com a mudança de guarda nos dois principais partidos políticos pós-redemocratização – PT e PSDB -, a busca de protagonismo por agentes oportunistas – especialmente o STF (Supremo Tribunal Federal) e mídia, também ela submetida a grandes transformações.

Há dois cenários possíveis para o Brasil:

Cenário de normalização
Os partidos convergem para o centro, ampliando o leque das alianças partidárias, a exemplo das democracias europeias, e disputando quem entrega o melhor produto para o eleitor (qualidade de vida, desenvolvimento, gestão eficiente etc.). A disputa política se dá nas urnas.

Esse desenho comporta um partido social democrata um pouco à esquerda (PT), outro mais à direita, puxado por um presidenciável, partidos médios gravitando entre um e outro e pequenas agremiações ocupando a esquerda radical e a direita radical.
É o cenário provável para a democracia brasileira.

Cenário de crise
O cenário alternativo seria o de guerra, com grupos se digladiando em torno da guerra fria, do chavismo, do bolivarianismo, do imperialismo e de outros ismos que só servem como retórica política.

Os jogadores
Não se trata de um jogo com poucos jogadores comportando-se de forma homogênea. Em cada ponta há uma disputa interna, na qual o cenário de normalidade ou de crise desempenha papel essencial na luta pela hegemonia partidária.

Se prevalece o clima de paz, determinados grupos assumem a liderança partidária. Em caso de confronto, outros grupos se fortalecem. Esses interesses internos acabam se refletindo no resultado final. Para entender o jogo, é importante debruçar-se sobre a situação interna de cada agente do jogo.

O PT
Historicamente, o PT foi constituído por três agrupamentos dominantes: os sindicalistas de Lula, os movimentos sociais da Igreja e os aparelhistas de José Dirceu, basicamente localizados em São Paulo. E um conjunto de tendências menores, regionais ou agrupadas em torno de personalidades com luz própria, como Luiza Erundina, Marta Suplicy etc.

As duas estrelas máximas sempre foram Lula, representando classes sociais – os sindicalistas e as organizações sociais ligadas à Igreja -, e José Dirceu, com seus quadros “aparelhistas”.

Dirceu teve papel essencial na unificação a ferro-e-fogo das ações do PT, abrindo caminho para o poder, mas comprometendo os fatores legitimadores da ação partidária. Inclusive a vitalidade interna do partido.
Em Brasilia, havia embates surdos entre ele e Lula.

O “mensalão” foi o divisor de águas. Sem a competição de Dirceu, Lula passou a comandar mudança radical no PT, com a indicação de Dilma para presidente e de Fernando Haddad para prefeito de São Paulo, visando mudar a imagem do partido e esvaziar os “aparelhistas”.

Mas o comando do partido ficou nas mãos de Rui Falcão, da ala Dirceu, depois da tentativa infrutífera de tomada do partido por Tarso Genro.

Agora, tem-se a disputa interna com vários embricamentos.

Pombas – Lula e Dilma. Ganham com o Cenário de Normalização.

Sem se imiscuir diretamente no PT, Lula aposta no fortalecimento da linha de institucionalização do partido. Dilma Rousseff segue fielmente a estratégia lulista, ao se afastar dos “mensaleiros” e definir uma divisória: entra na guerra só se tentarem atacar Lula. Aposta no esvaziamento das tensões (o que depende de outros personagens que serão analisados mais adiante) para a normalização política.

Falcões – a direção do PT. Ganha com o Cenário de Crise.

Em caso de guerra, há a necessidade da centralização das ações. E aí todos precisam se enquadrar sob o comando da direção partidária. O cenário que a fortalece é o da tentativa de desestabilização do governo; e também a solidariedade aos líderes caídos no julgamento.

A atuação do STF teve um efeito dúbio sobre essa disputa. Ao condenar os réus, o STF  e o Procurador Geral da República indicaram a inviabilidade do modelo “aparelhista”. Ao carregar na retórica e nas interpretações de exceção, ao exagerar nas penas, no entanto, o STF vitimou os réus, exacerbou a indignação do partido, fortalecendo os falcões. A atuação da mídia, e sua estratégia de guerra permanente, também fortalece os falcões.

A oposição
Até o momento, o partido líder da oposição, o PSDB, está amarrado à gerontocracia partidária, incapaz de renovação.

O Lula do PSDB deveria ser FHC; o Dirceu, José Serra.

Mas FHC não possui a visão política nem a liderança de Lula. É o chamado homem-água que se molda ao que vê pela frente. Quando percebe que há um acirramento político, radicaliza. Quando percebe que o tempo amaina, reflui. Tendo à disposição os laboratórios dos dois maiores estados do país, na hora de pensar o novo, convoca os velhos economistas do Real.

A diferença entre Dirceu e Serra é que Dirceu é capaz de se sacrificar pelo partido; e Serra capaz de sacrificar o partido por ele.

Para se adequar aos novos tempos, o PSDB deveria tomar uma série de atitudes, com baixíssima probabilidade de ocorrer:

1. Um pacto entre os governadores – especialmente Geraldo Alckmin de São Paulo e Antônio Anastasia, de Minas – assumindo maior protagonismo, em resposta à inação da direção partidária.

2. Sob a orientação dos governadores, fortalecimento do Instituto Teotônio Vilela com uma visão municipalista, trazendo para dentro Luiz Paulo Vellozo Lucas, José Aníbal, José Luiz Portella, Britto Cruz, Júlio Semeghini, os herdeiros das políticas sociais de Dona Ruth para pensar o novo e irradiar para o partido.

Tivesse fôlego, FHC seria a liderança capaz de conduzir à transformação do partido. Sem fôlego e sem ideias, só lhe resta apoiar-se na muleta da radicalização, com espaço garantido na mídia.
Em um cenário de crise, Serra ressurgirá do túmulo; se vingar o Cenário de Normalização, quem leva é o governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A mídia
Hoje em dia é o principal falcão do jogo politico, o único personagem intocável, conforme demonstrou a CPMI de Cachoeira. 

Seu grande poder atual reside no discurso da intolerância. Toda a rede de colunistas e colaboradores foi remontada visando o estado de guerra permanente. Haveria enorme dificuldade em uma reciclagem ou na volta do pluralismo dos anos 90. Além do mais, em um Cenário de Normalização, o PT continuará eleitoralmente imbatível. Tornou-se prisioneira do cenário de guerra.

Essa estratégia de guerra permanente é que fortalece os falcões tanto no PT quanto no PSDB, estimula o estrelismo de Ministros do Supremo, incentiva o ativismo política do Procurador Geral da República.
A mídia perde com o Cenário de Normalização; cresce com o Cenário de Crise. Daí sua aposta total no indiciamento de Lula, único fator capaz de romper o Cenário de Normalidade e jogar a política no Cenário de Crise.

Quadro resumindo  o texto

Personagem
Ganha com  Normalização
Ganha com Crise
PT
Lula e Dilma
Direção do PT
Oposição
Governadores e Eduardo Campos
FHC e Serra.
Outros agentes

Mídia


Por Nassif -  blog do Nassif

sábado, 19 de janeiro de 2013

5 estratégias para minimizar as interrupções indesejadas no dia a dia


Uma das reclamações mais frequentes que tenho recebido de leitores, diz respeito ao volume de interrupções que as pessoas sofrem no ambiente de trabalho. Na Triad PS já tivemos muitos casos de consultoria para resolver especificamente esse problema em segmentos e níveis hierárquicos diferentes. 

É uma epidemia. Para ser honesto e sem delongas, a origem da epidemia de interrupções se deve a fatores como preguiça e falta de tempo, entre outros.

O que é mais fácil, ler no quadro a lista impressa com o ramal do departamento que o cara do telefone está pedindo ou direcionar para a telefonista? Ler o manual do celular ou perguntar para alguém como configurar o e-mail? A preguiça ativa a interrupção.

Por outro lado, como as pessoas não têm tempo, elas não explicam corretamente, delegam errado, não pensam, preferem perguntar ao invés de procurar, pedem ajuda para fazer alguma coisa e por ai vai.

Dá para perceber que esse assunto não é simples e exige uma série de mudanças na cultura, sistemas, modelos de atendimento, produtividade e planejamento pessoal para o problema ser minimizado.

De forma bem simples, separei cinco dicas para minimizar o volume de interrupções no seu dia a dia, espero que consiga aplicar no seu ambiente:

1 – Mapeie as suas interrupções – se você só sabe que é muito interrompido, mas não sabe por quem, quando, o quê, frequência, etc. não terá como resolver. É preciso conhecer o real problema para buscar uma solução. Uma simples planilha no Excel pode ajudar nessa estratégia.

2 – Compartilhe conhecimento – Quanto mais você reter aquilo que sabe, mais as pessoas vão te interromper e perguntar. Tudo o que você conhece e outra pessoa esteja envolvida deveria ser compartilhado. Você pode simplesmente criar uma pasta na rede chamada procedimentos e criar arquivos de Word como: roteiro para emissão de NF.doc, procedimento quando o sistema falhar.doc, etc.

3 – Determine horários – Romper a cultura de interrupção não é algo trivial, as pessoas precisam ser disciplinadas e isso exige tempo. Se alguém vier te interromper e for uma coisa que possa esperar, agende com a pessoa um horário para resolver essa e outras questões.

4 – Antecipe – Uma parcela das interrupções acontece a partir de atividades que você delegou ou está envolvido. Se este for seu caso, nada como revisar logo no início da manhã as prioridades e se algo já indica que vai gerar dúvidas. Se for o caso, antecipe-se para evitar o problema. Um simples papo rápido na sala de café pode ajudar muito.

5 – Interrupções Externas – É comum ouvir frases como: “meu cliente me interrompe a toda hora” , “o fornecedor sempre chega na hora errada”, “não posso dizer não para meu cliente”, etc. Em diversas consultorias que fizemos nesse sentido, conseguimos entender que na maior parte dos casos, dizer não para o cliente é saudável para ambas as partes.

Agora não é sair negando atendimento ao cliente, é saber priorizar o cliente. É diferente. Em uma empresa que trabalhamos, definimos dias de atendimento a fornecedores, enviamos as instruções via e-mail para todos, com os horários e agenda de marcação. Nesse período alocávamos dois membros do time para atender com qualidade essas pessoas. O problema terminou, o resultado aumentou e o padrão foi replicado em outras áreas da empresa.

Interrupções são comuns no ambiente de trabalho, sofrer por elas é opcional. Existem diversas alternativas para diferentes tipos de interrupções. Sempre existe uma, se pararmos para entender e resolver o problema de verdade.

Por Christian Barbosa, www.administradores.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dois princípios de marketing para quem deseja empreender em 2013


A esta altura, muitos estão planejando e colocando em prática as resoluções para o ano de 2013. Dentre as várias metas, anseios e sonhos, talvez exista a pretensão de empreender, de ter o próprio negócio e alcançar independência. Se este é o seu caso, minhas palavras serão dirigidas a você.

Eu passei por este mesmo caminho e, agora que iniciei meu próprio negócio, decidi compartilhar um pouco do que venho aprendendo como empreendedor. Hoje quero dividir com você dois princípios básicos para entrar no mercado. O primeiro refere-se a “o que” fazer e o segundo “como” fazer. Acompanhe:

1. Sua consideração principal deve ser a força da posição do líder
Mais de 90% dos novos produtos lançados não decolam. Sendo assim, a maioria dos empreendedores abre o negócio em um mercado já existente e a primeira displicência é ignorar a concorrência. Deve-se aprender com eles. A primeira dica é mirar no líder e perguntar-se: O que torna o produto deles tão forte no mercado?

Depois disso, considere fazer algo bem diferente. Nós sabemos que a razão está fundamentada na percepção do cliente – e ele já tem, em sua mente, uma perspectiva a respeito do produto. Esse posicionamento é difícil de mudar, mas suas chances aumentam quando você traz diferentes experiências para o consumidor.

O primeiro equívoco de um novo empresário é imitar totalmente o concorrente. Para entrar no jogo, é necessário ser capaz de fazer algo distinto, capaz de provocar a percepção do cliente, mas difícil de imitar.


2. Encontre uma fraqueza na força do líder e ataque este ponto.
Encontrar uma fraqueza no concorrente parece algo óbvio, mas o foco aqui é o líder. Vou explicar. Vivemos numa guerra de marketing onde sobrevivem aqueles que têm mais tática e estratégia correta, então é necessário atacar os produtos do concorrente – a posição de defesa é uma regalia somente do líder.

Como você está entrando agora, sua única alternativa é ir adiante e encarar a batalha. Entretanto, não basta somente atacar as fraquezas do oponente. Tenha em mente que algumas fraquezas podem ser facilmente revertidas. Por exemplo: “Minha empresa tem ar condicionado” ou “Temos serviços 24 horas”. Seria tão difícil para o concorrente, que é o líder de mercado, fazer tais mudanças para lhe vencer? Não.

Se o ataque for a algo que seu concorrente não tenha, mas que seja fácil de “resolver”, ele se reposicionará e se defenderá logo, com mais investimento (ele é o líder) e com força. Portanto, você precisa atacar uma fraqueza através da sua força, usando o que realmente tem de melhor e diferente.

Mire aquele ponto que seu concorrente não poderá mudar tão facilmente – pense que se trata de SUA força, algo que se o concorrente tentar mudar o fará perder sua identidade. É provável que seu concorrente não corra o risco de fazer tal mudança. Assim, o cliente terá duas perspectivas diferentes, uma para o líder e outra para sua empresa. O produto é o mesmo, mas a percepção do cliente é distinta. Faz sentido?

Por Alex Arcanjo - http://dinheirama.com/

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Uma boa maneira de ter sucesso falhando


Pessoas que chegam ao sucesso dificilmente passam pela vida sem decepções. É a capacidade de levantar de um tombo, atravessar dificuldades e lidar com frustrações que diferencia as pessoas que continuam seguindo em frente daqueles que desistem pelo caminho.

Perder, levar um não, pode frustrar no curto prazo, mas se você consegue aprender algo com a experiência e seguir tentando está em um bom caminho. Já desistir pode doer menos e ser mais confortável em curto prazo, mas pode trazer aquela frustração de longo prazo que é comum ver no olhar de algumas pessoas que desistiram e passaram a vida com o gosto do sonho abandonado. É melhor tentar e perder do que nunca ter tentado.

É por isso que, ao ler uma matéria na Bloomberg Newsweek, me senti obrigado a compartilhar a ideia com vocês. É uma daquelas ideias tão boas e simples que devem ser divulgadas.

Tudo começou quando o americano Jia Jiang, dono de uma startup chamada Hooplus, recebeu um "não" de um grande investidor que ele vinha cortejando. Com as esperanças depositadas nesse investimento, a dor da rejeição foi tanta que ele resolveu fazer algo a respeito.

Em sua Terapia da Rejeição, o empreendedor se comprometeu a fazer 100 pedidos absurdos a desconhecidos, filmar tudo e colocar na internet. O site é: http://www.entresting.com/blog/

Os meus favoritos são quando ele convida garotas desconhecidas para jantar com ele e a esposa, quando ele pede para trabalhar somente por um dia em algumas empresas (entrando sem avisar e falando com a primeira pessoa que o recebeu) e um grande sucesso quando o Papai Noel de um shopping concorda em trocar de lugar e sentar no colo dele.

Se você não entende inglês, vai perder alguma coisa, mas mesmo assim a reação da maioria das pessoas é excelente e vale uma olhada.

O que chama a atenção também é o modo como o próprio Jia vai se sentindo mais tranquilo com as rejeições que recebe. Isso é perceptível para quem vê os vídeos do primeiro ao último, mas ele mesmo se descreve como mais relaxado, usando humor e insistindo mais ao longo do tempo.

Como alguém que escreve sobre criatividade e empreendedorismo, não posso deixar de admirar esse empreendedor e desafiar a você, leitor, a fazer a sua própria experiência. Afinal, se um dos melhores modos de aprender é fazendo, a Terapia da Rejeição é um belo modo de aprender a levar um "não" e não se deixar abater. Faça uma lista de pedidos, não agressivos e dentro da ética, e saia por aí levando "nãos". Garanto que será um belo aprendizado.

Por Fábio Zugman – www.administradores.com.br