Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
Taxa de juros selic:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%
E ainda o PSDB quer voltar para governar o Brasil a partir de 2011, não dá nem para pensar, pois a turma FHC/Serra é muito ruím.
sábado, 31 de julho de 2010
Entendendo O REUNI –“ reestruturação e expansão das universidades federais”
O REUNI foi implementado através de um Decreto Regulamentar que apenas traça diretrizes para a implementação de aportes financeiros, sendo que tais aportes tem sua continuidade condicionada mediante a prestação de contas por parte das universidades.
Neste sentido, coube às universidades criar seus PRE - Programas de Reestruturação e Expansão, tendo como metas, além da taxa de conclusão de curso em 90% e aumento da relação professor aluno de 1/12 para 1/18:
I - redução das taxas de evasão, ocupação de vagas ociosas e aumento de vagas de ingresso, especialmente no período noturno;
II - ampliação da mobilidade estudantil, com a implantação de regimes curriculares e sistemas de títulos que possibilitem a construção de itinerários formativos, mediante o aproveitamento de créditos e a circulação de estudantes entre instituições, cursos e programas de educação superior;
III - revisão da estrutura acadêmica, com reorganização dos cursos de graduação e atualização de metodologias de ensino-aprendizagem, buscando a constante elevação da qualidade;
IV - diversificação das modalidades de graduação, preferencialmente não voltadas à profissionalização precoce e especializada;
V - ampliação de políticas de inclusão e assistência estudantil; e
VI - articulação da graduação com a pós-graduação e da educação superior com a educação básica.
Ocorre que muitos projetos foram bem elaborados pelas universidades em seus PREs, outros nem tanto. Obviamente existiram problemas, mas o avanço foi considerável para as universidades, até porque acompanhado disto vieram mais concursos públicos para professores.
A criação do Banco de Equivalência (Portaria Interministerial 22/07) também foi muito positiva. A reposição de vagas de professores pode ser feita com a troca de um professor por dois, ou dois por um, e o melhor, substitutos por efetivos, pois fora atribuída valoração a cada categoria de professores, fazendo com que a universidade ficasse menos engessada. Na prática, as universidades optaram por trocar substitutos por professores efetivos, o que obviamente foi muito positivo.
Observação: para entender melhor o banco veja mais informação: http://www.prh.ufrn.br/Legislacao_2008/apresentacao_professor_equivalente.ppt#1
texto extraído do blog do nassif
Neste sentido, coube às universidades criar seus PRE - Programas de Reestruturação e Expansão, tendo como metas, além da taxa de conclusão de curso em 90% e aumento da relação professor aluno de 1/12 para 1/18:
I - redução das taxas de evasão, ocupação de vagas ociosas e aumento de vagas de ingresso, especialmente no período noturno;
II - ampliação da mobilidade estudantil, com a implantação de regimes curriculares e sistemas de títulos que possibilitem a construção de itinerários formativos, mediante o aproveitamento de créditos e a circulação de estudantes entre instituições, cursos e programas de educação superior;
III - revisão da estrutura acadêmica, com reorganização dos cursos de graduação e atualização de metodologias de ensino-aprendizagem, buscando a constante elevação da qualidade;
IV - diversificação das modalidades de graduação, preferencialmente não voltadas à profissionalização precoce e especializada;
V - ampliação de políticas de inclusão e assistência estudantil; e
VI - articulação da graduação com a pós-graduação e da educação superior com a educação básica.
Ocorre que muitos projetos foram bem elaborados pelas universidades em seus PREs, outros nem tanto. Obviamente existiram problemas, mas o avanço foi considerável para as universidades, até porque acompanhado disto vieram mais concursos públicos para professores.
A criação do Banco de Equivalência (Portaria Interministerial 22/07) também foi muito positiva. A reposição de vagas de professores pode ser feita com a troca de um professor por dois, ou dois por um, e o melhor, substitutos por efetivos, pois fora atribuída valoração a cada categoria de professores, fazendo com que a universidade ficasse menos engessada. Na prática, as universidades optaram por trocar substitutos por professores efetivos, o que obviamente foi muito positivo.
Observação: para entender melhor o banco veja mais informação: http://www.prh.ufrn.br/Legislacao_2008/apresentacao_professor_equivalente.ppt#1
texto extraído do blog do nassif
sexta-feira, 30 de julho de 2010
O analista econômico à esquerda
Não deixa de ser irônico que o analista econômico mais à esquerda — se é que cabe o termo — da grande imprensa brasileira seja um americano. Paul Krugman é publicado no Brasil porque ganhou um Nobel e escreve bem, mas está na contramão do pensamento econômico dominante do seu país, que é a opinião dominante por aqui também.
Critica o monetarismo clássico, os preceitos da escola de Chicago e os mitos do mercado autorregulador e ultimamente tem batido muito na opção da União Europeia de vencer sua crise atual com medidas de austeridade e cortes em gastos públicos — segundo ele um exemplo da velha prática perversa de fazer os pobres pagarem pelas lambanças dos ricos.
Krugman defende a ação dos governos para estimular economias e desobediência a todas as receitas de autoflagelação vendidas aos pobres como "responsabilidade fiscal" e sacrifício depurador. Quer dizer, é um estranho em dois mundos, o dos economistas ortodoxos americanos que ainda ditam a política do país, mesmo no governo do Baraca, e o dos economistas locais que seguem a linha americana.
Sem falar na estranheza de vê-lo publicado nos nossos principais jornais conservadores, no que também pode ser visto como uma admirável demonstração de pluralismo de enfoques.
observação: verificamos aqui com esse magnífico texto do Verissímo a contradição do PIG ( partido da imprensa golpista)
trechos do texto de Luís Fernando Veríssimo extraído do Portal Luís Nassif a partir do Blog de ContiBosso
Critica o monetarismo clássico, os preceitos da escola de Chicago e os mitos do mercado autorregulador e ultimamente tem batido muito na opção da União Europeia de vencer sua crise atual com medidas de austeridade e cortes em gastos públicos — segundo ele um exemplo da velha prática perversa de fazer os pobres pagarem pelas lambanças dos ricos.
Krugman defende a ação dos governos para estimular economias e desobediência a todas as receitas de autoflagelação vendidas aos pobres como "responsabilidade fiscal" e sacrifício depurador. Quer dizer, é um estranho em dois mundos, o dos economistas ortodoxos americanos que ainda ditam a política do país, mesmo no governo do Baraca, e o dos economistas locais que seguem a linha americana.
Sem falar na estranheza de vê-lo publicado nos nossos principais jornais conservadores, no que também pode ser visto como uma admirável demonstração de pluralismo de enfoques.
observação: verificamos aqui com esse magnífico texto do Verissímo a contradição do PIG ( partido da imprensa golpista)
trechos do texto de Luís Fernando Veríssimo extraído do Portal Luís Nassif a partir do Blog de ContiBosso
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Desmistificando o apoio ao PROUNI
É errôneo que se diga que os estabelecimentos de ensino privado apoiaram o PROUNI, ou gostaram dele. A contrapartida que deve ser ofertada por estas entidades não os agradou, pois antes gozavam de isenção fiscal sem ter que dar contrapartidas.
Para quem não sabe, poucas são as universidades privadas em sentido estrito, ou seja, que podem ter lucro. Em regra temos as filantrópicas e as comunitárias, que já gozavam de uma série de benefícios e sem gerar contrapartidas reais. Obviamente iriam se insurgir contra uma MP que as obrigasse a dar a referida contrapartida.
Para que não reste dúvida sobre isto é só analisar a ADI 3330 - Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Confenem - Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino contra o PROUNI, que tem a petição inicial feita pelo escritório de ninguém menos que Ives Gandra Martins. Quem é a favor de uma medida, ou acha que ela a beneficia não propoe uma ação dizendo que ela é inconstitucional.
No mesmo sentido veio o DEM, que propos outra ADI contra o PROUNI, a ADI 3314. Aliás seria uma boa o nosso Índio da Costa explicar porque seu partido é contra o PROUNI, já que ele é o responsável por trazer a juventude para a campanha do Serra.
Trecho do texto postado por Bruno Moreno do blog www.advivo.com.br/blog/luisnassif
Para quem não sabe, poucas são as universidades privadas em sentido estrito, ou seja, que podem ter lucro. Em regra temos as filantrópicas e as comunitárias, que já gozavam de uma série de benefícios e sem gerar contrapartidas reais. Obviamente iriam se insurgir contra uma MP que as obrigasse a dar a referida contrapartida.
Para que não reste dúvida sobre isto é só analisar a ADI 3330 - Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Confenem - Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino contra o PROUNI, que tem a petição inicial feita pelo escritório de ninguém menos que Ives Gandra Martins. Quem é a favor de uma medida, ou acha que ela a beneficia não propoe uma ação dizendo que ela é inconstitucional.
No mesmo sentido veio o DEM, que propos outra ADI contra o PROUNI, a ADI 3314. Aliás seria uma boa o nosso Índio da Costa explicar porque seu partido é contra o PROUNI, já que ele é o responsável por trazer a juventude para a campanha do Serra.
Trecho do texto postado por Bruno Moreno do blog www.advivo.com.br/blog/luisnassif
domingo, 25 de julho de 2010
As eleições de 2010 e as de 1945
Pode até parecer esdrúxula, mas é nesse bojo que ouso fazer uma analogia entre a atual campanha à Presidência da República e a de 1945, pois ambas guardam alguns traços peculiares entre si.
Em 1945 Getúlio Vargas, detentor de popularidade que nenhum político brasileiro obtivera até então, apoiou o candidato do Partido Social Democrático a sua vaga. O nome deste candidato, Eurico Gaspar Dutra.
Dutra era general do Exercito e um sujeito tacanho, fleumático, provinciano, débil, néscio e desprovido de qualquer carisma. Seria não fosse o poderoso cabo eleitoral, um candidato fraco.
Pela oposição aglutinava-se em torno da União Democrática Nacional parte da intelectualidade brasileira de centro e direita, além de setores do mais fino conservadorismo tupiniquim. Grandes latifundiários e empresários, profissionais liberais e as viúvas da “República do Café com Leite”. Todos ciceroneando o Brigadeiro Eduardo Gomes, presidenciável da UDN.
Eduardo Gomes era o inverso de Dutra. Herói nacional, um dos sobreviventes do “18 do Forte”, simpático, carismático, católico fervoroso e ainda por cima ‘boa pinta’ – solteiro, conquistou o voto de muitas mulheres graças ao porte garboso.
Eduardo Gomes era tido e havido como franco favorito.
Todavia a popularidade de Getúlio, sobretudo entre as classes mais baixas, levou Dutra à vitória com 55% dos votos válidos, enquanto o Brigadeiro teve apenas 35%.
Claro que qualquer analogia ente o Brasil de 1945 e o de hoje, entre Getúlio e Lula ou entre Dutra e Dilma é forçar a barra. Porém, as forças que envergam as candidaturas – Serra de um lado, Dilma de outro – a popularidade de Lula e, o mais importante, a identificação que o povo brasileiro tem para com ele, me levam a crer que, embora os cenários sejam diversos, há também espaço para muitas semelhanças.
Dilma está muito mais preparada para eventualmente assumir a Presidência da República do que Dutra estava em 1945. O país hoje conta – dento daquilo que Mcpherson chama de democracia formal – com instituições bem mais sólidas e preparadas que àquelas relegadas pelo Estado Novo.
Já nas semelhanças, Dilma representa a continuidade como Dutra representava – dum modelo de nacional desenvolvimentismo adaptado para a conjuntura do século XXI. Já Serra representa as elites atadas aos interesses internacionais de uma ordem (neoliberal) que ruiu em todo o planeta – assim como Eduardo Gomes representava um Brasil amarrado ao passado meramente exportador de matérias primas, não por acaso Roberto Campos era um dos intelectuais preferidos da UDN.
A identificação do trabalhador brasileiro para com o Presidente Lula poderá levar Dilma Rousseff, a mulher de confiança de Lula desde a crise do ‘mensalão’, a uma vitória sobre as forças políticas atadas a um Brasil que jamais serviu aos trabalhadores.
Texto de Hudson Luiz Vilas Boas com adaptações
Em 1945 Getúlio Vargas, detentor de popularidade que nenhum político brasileiro obtivera até então, apoiou o candidato do Partido Social Democrático a sua vaga. O nome deste candidato, Eurico Gaspar Dutra.
Dutra era general do Exercito e um sujeito tacanho, fleumático, provinciano, débil, néscio e desprovido de qualquer carisma. Seria não fosse o poderoso cabo eleitoral, um candidato fraco.
Pela oposição aglutinava-se em torno da União Democrática Nacional parte da intelectualidade brasileira de centro e direita, além de setores do mais fino conservadorismo tupiniquim. Grandes latifundiários e empresários, profissionais liberais e as viúvas da “República do Café com Leite”. Todos ciceroneando o Brigadeiro Eduardo Gomes, presidenciável da UDN.
Eduardo Gomes era o inverso de Dutra. Herói nacional, um dos sobreviventes do “18 do Forte”, simpático, carismático, católico fervoroso e ainda por cima ‘boa pinta’ – solteiro, conquistou o voto de muitas mulheres graças ao porte garboso.
Eduardo Gomes era tido e havido como franco favorito.
Todavia a popularidade de Getúlio, sobretudo entre as classes mais baixas, levou Dutra à vitória com 55% dos votos válidos, enquanto o Brigadeiro teve apenas 35%.
Claro que qualquer analogia ente o Brasil de 1945 e o de hoje, entre Getúlio e Lula ou entre Dutra e Dilma é forçar a barra. Porém, as forças que envergam as candidaturas – Serra de um lado, Dilma de outro – a popularidade de Lula e, o mais importante, a identificação que o povo brasileiro tem para com ele, me levam a crer que, embora os cenários sejam diversos, há também espaço para muitas semelhanças.
Dilma está muito mais preparada para eventualmente assumir a Presidência da República do que Dutra estava em 1945. O país hoje conta – dento daquilo que Mcpherson chama de democracia formal – com instituições bem mais sólidas e preparadas que àquelas relegadas pelo Estado Novo.
Já nas semelhanças, Dilma representa a continuidade como Dutra representava – dum modelo de nacional desenvolvimentismo adaptado para a conjuntura do século XXI. Já Serra representa as elites atadas aos interesses internacionais de uma ordem (neoliberal) que ruiu em todo o planeta – assim como Eduardo Gomes representava um Brasil amarrado ao passado meramente exportador de matérias primas, não por acaso Roberto Campos era um dos intelectuais preferidos da UDN.
A identificação do trabalhador brasileiro para com o Presidente Lula poderá levar Dilma Rousseff, a mulher de confiança de Lula desde a crise do ‘mensalão’, a uma vitória sobre as forças políticas atadas a um Brasil que jamais serviu aos trabalhadores.
Texto de Hudson Luiz Vilas Boas com adaptações
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Crimes de guerra: escravas sexuais no Iraque e no Afeganistão
Uma menina iraquiana de 12 anos é obrigada a se prostituir nos subsolos de Bagdá, enquanto os guardas privados norte-americanos fazem uma coleta de poucos dólares e fazem fila. As moças são recrutadas no Leste Europeu com a promessa de um trabalho como doméstica em Dubai e depois dali são desviadas e segregadas ao coração do Iraque.
É severamente proibido que os contratantes ou funcionários do governo se tornem responsáveis pelo tráfico sexual nas zonas de guerra. Qualquer um que se torne responsável pelo tráfico sexual será suspenso do cargo. Quem for surpreendido em tráfico sexual será denunciado às autoridades. Os resultados? "Não há nenhum processo aberto", diz a ex-detetive do Human Rights Watch, Martina Venderberg. "Enfim, não há vontade de fazer com que se respeite a lei".
A vergonha foi descoberta por uma investigação do Center for Public Integrity, publicada neste domingo pelo Washington Post. E os contratantes da ex-Blackwater acabaram sob acusação: o grupo privado já tristemente famoso pelos massacres de civis no Iraque. A empresa goza de uma fama tão ruim que, para voltar a trabalhar hoje, mudou de marca e se chama Xe Service.
Um ex-guarda conta que não quer revelar o nome por medo de represálias: "Eu mesmo vi guardas mais velhos recolherem dinheiro, enquanto moças iraquianas, dentre as quais meninas de 12 e 13 anos, se prostituíam". O guarda diz também que denunciou tudo ao seu superior, mas que "nenhum procedimento foi tomado: me entristece só de falar nisso".
De fato, quem não se entristece é a porta-voz da ex-Blackwater, Stacy De Luke, que, no Washington Post, nega "com força essas acusações anônimas e sem provas: a política da empresa proíbe o tráfico humano". Claro.
O caso das trabalhadores do leste que pensam em voar para Dubai e acabam no Iraque foi descoberto por uma jornalista freelancer. Aqui, a organização era muito mais acurada. Um verdadeiro tráfico organizado por subcontratantes que trabalham para o Exército e para o Exchange Service da Aeronáutica: nome que deveria indicar o escritório que se ocupa de organizar o serviço de restaurantes, mas que evidentemente também se ocupa de outras coisas. Assim que aterrizam, as pobrezinhas são privadas do passaporte.
A fábrica do sexo é ainda mais sólida no Afeganistão. Lá, há quatro anos, uma centena de chinesas foram libertadas em uma série de blitzes que, ao invés do Talibã, atingiram os bordéis. Mas o tráfico continuou. Com a "aquisição" de uma mulher por 20 mil dólares, um empresário do ArmorGroup, a empresa que, até pouco tempo atrás, se ocupava da segurança da embaixada norte-americana em Kabul, se orgulhava de poder organizar um tráfico rentável.
A investigação que iniciou rapidamente chegou ao altos níveis do FBI. Mas parou por aqui. Os federais defendem que não tiveram meios suficientes. Nas zonas de guerra, enfileiraram-se cerca de 40 agentes, mas eles já têm muito a fazer ao se ocupar de fraudes e corrupção.
Mas os ativistas dos direitos humanos têm uma outra explicação: a verdade é que as autoridades preferem fechar um olho. Diz Christopher H. Smith, deputado e autor de uma lei antitráfico, para a crônica republicana: como é possível tolerar que essa gente possa explorar as mulheres com o dinheiro que nós pagamos?
Fonte: Carta Maior
É severamente proibido que os contratantes ou funcionários do governo se tornem responsáveis pelo tráfico sexual nas zonas de guerra. Qualquer um que se torne responsável pelo tráfico sexual será suspenso do cargo. Quem for surpreendido em tráfico sexual será denunciado às autoridades. Os resultados? "Não há nenhum processo aberto", diz a ex-detetive do Human Rights Watch, Martina Venderberg. "Enfim, não há vontade de fazer com que se respeite a lei".
A vergonha foi descoberta por uma investigação do Center for Public Integrity, publicada neste domingo pelo Washington Post. E os contratantes da ex-Blackwater acabaram sob acusação: o grupo privado já tristemente famoso pelos massacres de civis no Iraque. A empresa goza de uma fama tão ruim que, para voltar a trabalhar hoje, mudou de marca e se chama Xe Service.
Um ex-guarda conta que não quer revelar o nome por medo de represálias: "Eu mesmo vi guardas mais velhos recolherem dinheiro, enquanto moças iraquianas, dentre as quais meninas de 12 e 13 anos, se prostituíam". O guarda diz também que denunciou tudo ao seu superior, mas que "nenhum procedimento foi tomado: me entristece só de falar nisso".
De fato, quem não se entristece é a porta-voz da ex-Blackwater, Stacy De Luke, que, no Washington Post, nega "com força essas acusações anônimas e sem provas: a política da empresa proíbe o tráfico humano". Claro.
O caso das trabalhadores do leste que pensam em voar para Dubai e acabam no Iraque foi descoberto por uma jornalista freelancer. Aqui, a organização era muito mais acurada. Um verdadeiro tráfico organizado por subcontratantes que trabalham para o Exército e para o Exchange Service da Aeronáutica: nome que deveria indicar o escritório que se ocupa de organizar o serviço de restaurantes, mas que evidentemente também se ocupa de outras coisas. Assim que aterrizam, as pobrezinhas são privadas do passaporte.
A fábrica do sexo é ainda mais sólida no Afeganistão. Lá, há quatro anos, uma centena de chinesas foram libertadas em uma série de blitzes que, ao invés do Talibã, atingiram os bordéis. Mas o tráfico continuou. Com a "aquisição" de uma mulher por 20 mil dólares, um empresário do ArmorGroup, a empresa que, até pouco tempo atrás, se ocupava da segurança da embaixada norte-americana em Kabul, se orgulhava de poder organizar um tráfico rentável.
A investigação que iniciou rapidamente chegou ao altos níveis do FBI. Mas parou por aqui. Os federais defendem que não tiveram meios suficientes. Nas zonas de guerra, enfileiraram-se cerca de 40 agentes, mas eles já têm muito a fazer ao se ocupar de fraudes e corrupção.
Mas os ativistas dos direitos humanos têm uma outra explicação: a verdade é que as autoridades preferem fechar um olho. Diz Christopher H. Smith, deputado e autor de uma lei antitráfico, para a crônica republicana: como é possível tolerar que essa gente possa explorar as mulheres com o dinheiro que nós pagamos?
Fonte: Carta Maior
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