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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ministério da Agricultura lança nova campanha do "Incrível Café"


O mascote “Incrível Café” volta às televisões brasileiras, desta vez com uma campanha publicitária que estimula o consumo do produto, misturado ao leite, entre crianças e adolescentes. A primeira etapa começou a ser veiculada em canais de TV aberta dia 20 de dezembro de 2010. A propaganda mostra as qualidades do produto, considerado um excelente estimulante, dando às pessoas ânimo e energia.

O comercial, com duração de 30 segundos, será reproduzido até 27 de dezembro. Uma segunda etapa da campanha publicitária está prevista para ser veiculada no início de 2011. A peça publicitária, financiada com recursos de aproximadamente R$ 2 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) diz que até duas xícaras de café com leite podem ser consumidas por crianças e adolescentes por dia, preferencialmente durante o dia para não afetar o sono.

Segundo a pesquisa Tendências do Consumo de Café 2009, realizada pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), os jovens são os que menos consomem café no Brasil. Os números mostram que, na faixa etária de 15 a 19 anos, 35% não consomem café; de 20 a 26 anos, são 20%; de 27 a 25 anos, 12%; de 36 a 50 anos, 11%; e 22% entre aqueles com mais de 50 anos.

Diversas entidades parceiras do Ministério da Agricultura também realizam projetos direcionados ao aumento do consumo para até duas xícaras de café com leite entre jovens e alunos de escolas públicas. Projetos criados pela Abic em 2006, como o Café na Merenda e Saúde na Escola, desenvolvem hábitos de alimentação saudável, divulgam os benefícios do café na prevenção de doenças e na melhoria do aprendizado escolar.

Os programas contam com apoio de empresas torrefadoras, cooperativas de leite e de café e instituições de ensino de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. A ideia é estimular o consumo de café com leite na merenda dos estudantes e formar consumidores conscientes.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Sophia Gebrim - Jornalista

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Brasil avança para ser "celeiro do mundo"


A liderança brasileira na produção agropecuária e o seu reconhecimento por mercados exigentes em todo o mundo, fez do país uma referência mundial. O Brasil é hoje o principal exportador mundial de "café, açúcar, etanol e suco de laranja e desponta no mercado de carnes bovina e de frango.

Nos últimos oito anos, as exportações do setor agropecuário cresceram 111%, passando de US$ 30,65 bilhões, em 2003, para US$ 64,78 bilhões, em 2009. O pico das vendas ocorreu em 2008, quando a balança comercial da agropecuária fechou o ano em US$ 71,84 bilhões, mas a previsão é que, em 2010, o total dessas vendas chegue a US$ 75 bilhões. Até novembro, as exportações de produtos agropecuários renderam ao país US$ 70,3 bilhões em divisas. Essa performance é 17,7% superior ao volume embarcado no mesmo período de 2009.

O agronegócio foi responsável por 42,5% das exportações brasileiras em 2009, e esse percentual só não foi o maior da história por conta da queda de 14% nos preços das commodities agrícolas devido à crise financeira internacional de 2008, que é apontada como a maior desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929.

As exportações brasileiras agrícolas começaram a ampliar sua participação no total mundial a partir de 2003, quando o governo se propôs a dar ênfase à internacionalização do setor, com a geração de mais excedentes e ampliação do saldo da balança comercial. Em 2002, a participação do Brasil no comércio mundial total era de 1,2% e de 4,6% no comércio agrícola. Desde então, a fatia do país no setor agrícola aumentou. Foram 2,2 pontos percentuais para o agronegócio (6,8%) e 0,4 ponto (1,6%) em outros setores.

Nos últimos oito anos, as negociações internacionais experimentaram importância crescente. A agenda externa tornou-se mais proativa, a partir de missões frequentes e estratégicas organizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Juntamente com representantes de outros governos, foi possível negociar a abertura oficial de mercados, como o da carne de aves para Coreia do Sul e China, e carne suína para o Vietnã. Além disso, o país conquistou a reabertura do acesso da carne bovina à África do Sul, Chile e Rússia.

Além das políticas públicas para o aumento das exportações, o salto na atividade deve-se ao crescimento da procura por alimentos no mundo. Ampliação da renda, aumento populacional, expectativa de vida mais elevada e um forte processo de urbanização levaram ao atual cenário.

Entre 2007 e 2009, os três principais setores exportadores do agronegócio (soja, carnes e açúcar) foram responsáveis por 98,6% do aumento do valor das vendas internacionais. Isso significa que a concentração da pauta exportadora brasileira aumentou nos principais setores. O complexo soja, as carnes, o complexo sucroalcooleiro, o café e o fumo representaram mais de 80% do total de embarques em 2009.

O Brasil tem participação de mercado expressiva em alguns dos principais produtos agropecuários comercializados internacionalmente. Metade das exportações mundiais de frango in natura é proveniente do país. No caso do açúcar essa fatia atinge 37%, do fumo, 29%, do café verde, 26%, da soja em grãos, 25%, do óleo de soja, 24%, da carne bovina in natura, 21% e do farelo de soja, 20%.

Com a tendência de queda das taxas de crescimento populacional do Brasil e a concomitante expansão da produtividade, o excedente exportado poderá subir nos próximos anos, aumentando ainda mais a participação do país no comércio agrícola mundial.

Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que o setor agrícola brasileiro terá o maior crescimento do mundo, com mais de 40% de expansão até 2019.

As projeções para 2020, feitas em estudo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, apontam que o Brasil ocupará quase metade do mercado mundial de carnes bovina, suína e de aves. Dos atuais 37,4%, o percentual deve subir para 44,5% em dez anos.

O etanol deve despontar nos próximos anos na pauta exportadora, com expectativa de mais de 220%, passando de 4,6 bilhões para 15,1 bilhões de litros no período 2019/2020. A perspectiva é boa também para algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%) e carne de frango (71,5%).

FONTE: adaptado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento http://www.agrosoft.org.br 12.17.2010