quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Wagner Rossi no Ministério da Agricultura consolida o poder de Michel Temer no PMDB paulista


Mantido no comando do Ministério da Agricultura, Wagner Rossi tem base política em Ribeirão Preto, interior paulista, e boa interlocução com a bancada ruralista e empresários do agronegócio. Ao lado de Moreira Franco, representa a 'cota' do vice-presidente Michel Temer no ministério. Sua permanência no cargo sela o poder de Temer sobre o PMDB paulista, uma das bases antilulistas do partido que fez sua última eleição sob o comando do ex-governador Orestes Quércia, afastado por doença.

Rossi, com 67 anos, chegou ao ministério em março de 2009, indicando a vitória de Temer sobre o antecessor Reinhold Stephanes (PMDB), que preferia o secretário-executivo da Pasta, José Gerardo Fonteles. Na época, o partido disse ter firmado acordo de "porteira fechada" para a Agricultura, com direito a trocar todos os cargos que quiser por indicações de filiados ao partido.

Temer também teve influência na indicação de Rossi para os dois cargos anteriores pelos quais o ministro passou, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), entre 1999 e 2000, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre 2007 e 2010.

Dentro do PMDB, Rossi e Temer estão do mesmo lado e acompanham quem está no Executivo - nacional e estadual. O ministro foi secretário de Esportes e de Educação no governo de Orestes Quércia em São Paulo entre 1987 e 1990. Na Assembleia Legislativa foi líder do governo e na gestão seguinte, de Luiz Antonio Fleury Filho, hoje sem partido, seguiria o governador no rompimento com Quércia. Fleury deu a Rossi duas das principais secretarias de sua gestão: Infraestrutura Viária e Transportes.

No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o PMDB estava alinhado ao PSDB, Rossi foi vice-líder do PMDB na Câmara. Também sob influência de Temer, representou os pemedebistas no comando da campanha de José Serra à Presidência em 2002. Sua aproximação com o atual governo se deu no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o PMDB passou para a base aliada.

Em suas passagens por estatais cobiçadas pelo PMDB, como a Codesp e a Conab, Rossi foi citado em suspeitas de irregularidades. Em 2001, no ano seguinte ao deixar a presidência da Companhia Docas de São Paulo, o pemedebista foi "ameaçado" pelo senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), morto em 2007, que disse, à época, ter um "dossiê" sobre o porto de Santos com supostas irregularidades envolvendo o pemedebista. Rossi negou e disse ter sido alvo de pressão política, por ter feito nomeações técnicas.

Na Conab, onde era responsável por gerenciar um Orçamento de mais de R$ 5,5 bilhões, uma auditoria do Tribunal de Contas da União apontou problemas ao longo de várias gestões nas áreas de armazenagem e jurídica da estatal. O pente-fino do TCU, feito dois anos e meio depois de Rossi assumir a estatal, indicou problemas na gestão, como contratações irregulares.

O pemedebista, à época, reconheceu os problemas e disse que estava corrigindo as "imperfeições". Na estatal, foi acusado de lotear cargos, o que ele também nega. A Conab tem 21 superintendências estaduais e 96 unidades armazenadoras de grãos. O potencial para influenciar e captar votos nas regiões agrícolas é expressivo e a estatal é estratégica por operar o amplo programa de subsídios financeiros da política agrícola.

No Ministério da Agricultura, a gestão de Rossi ainda é considerada "tímida" por parlamentares e pela Contag. O ministro tem boa aceitação na bancada ruralista, mas divide o agronegócio.

Para o empresário do etanol Maurílio Biagi, Rossi fez um bom trabalho na Pasta. "Se o Wagner continuar, estamos bem servidos. O ministério precisa ser político", disse Biagi, próximo ao deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

Já na análise de outro representante do agronegócio de São Paulo, o cargo pede alguém menos político. "A ligação dele no ministério é política, pelo Michel Temer. Ele é um político profissional. Não é o que a gente gosta. Preferimos pessoas que sejam do setor", afirmou. Na avaliação do empresário que pediu para não ser identificado, Rossi abriu bom diálogo com o segmento, mas não há segurança sobre o comprometimento do ministro com o empresariado. "Ninguém sabe o que ele pensa."

O secretário de Política Agrícola da Contag, Antoninho Rovaris, também diz não saber quais são as propostas de Rossi. "Não conseguimos visualizar uma postura mais concreta do ministro sobre diferentes assuntos. Não temos conhecimento sobre ele. Não sabemos o que pensa sobre o Código Florestal, por exemplo. Stephanes, bem ou mal, se posicionava", comenta. "Tivemos mais conversa com Stephanes. Com Rossi não houve essa possibilidade e só conseguimos conversar com o segundo escalão do ministério", diz Rovaris.

A gestão de Rossi no governo Dilma, no entanto, deve ser diferente. Parlamentares da bancada ruralista veem no próximo governo uma grande possibilidade de aumentar suas conquistas. "Há diferença de quando se é base e quando se é governo. Hoje o PMDB é governo", resumiu o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), coordenador político da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara.

Com dois mandatos como deputado estadual e três como federal, Rossi é elogiado por parlamentares por ter um "bom trato" e saber "receber as demandas". Deputados ressaltam que Rossi começou sua trajetória na década de 70, em Ribeirão Preto, como empresário e produtor rural.

Além das atividades políticas, Rossi já lecionou em grandes universidades de São Paulo: USP, Unicamp e a federal de São Carlos. É formado em Direito, em Administração de Empresas, pós-graduado em Economia Política e é PhD em Administração e Economia da Educação. É casado, tem cinco filhos e treze netos.

Fonte:http://www.brasilagro.com.br e Valor

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O criador do WikiLeaks, entre a sombra e a busca pela verdade


Julian Assange, cuja prisão por suspeita de estupro ocorreu nesta terça-feira, dia 07 de dezmbro, acontece dez dias depois do início da divulgação de documentos diplomáticos confidenciais dos Estados Unidos no site WikiLeaks, do qual é fundador, se apresenta como um profeta da transparência, mas mantém zonas obscuras sobre sua própria vida.

Fundador, porta-voz e figura emblemática do site, especializado em divulgar documentos secretos, o australiano de 39 anos que no início do ano era praticamente desconhecido, se tornou em poucos meses uma das pessoas mais famosas do mundo, o único rosto visível da máquina de vazamentos WikiLeaks.

"Queremos três coisas: libertar a imprensa, revelar os abusos e salvaguardar documentos históricos", explicou em agosto à AFP, durante uma de suas poucas aparições públicas.

Assange tranformou-se no homem que fez tremer o Pentágono, que revelou os segredos mais bem guardados do mundo. No entanto, durante todo este tempo manteve também um grande mistério sobre sua própria história. Até pouco tempo, negava-se a dizer a data de seu nascimento, mas a Interpol se encarregou de vazar esta informação: Assange nasceu em 3 de julho de 1971.

"Estamos diante de organizações que não obedecem a regras. Estamos diante de agências de inteligência", afirma Assange, que vê o WikiLeaks como "a agência de inteligência do povo", com bases escondidas em um labirinto de servidores da internet.

Nascido em Magnetic Island, nordeste da Austrália, Assange teve uma infância movimentada, tendo passado por 37 escolas, segundo contou à imprensa australiana.

Na adolescência, Assange destacou-se como hacker até ser descoberto pela polícia de Melbourne. Para escapar da justiça, pagou uma multa e jurou que manteria uma boa conduta.

O hacker arrependido foi depois "conselheiro de segurança, fundador de uma das primeiras companhias de serviços de informática da Austrália, assessor tecnológico, repórter, co-autor de um livro", sempre de acordo com o próprio Assange, que segundo a mídia australiana é pai de um rapaz de 20 anos chamado Daniel.

Em 2006 fundou o Wikileaks, com "umas dez pessoas vindas do ramo dos direitos humanos, da imprensa e da alta tecnologia".

Embora o site tenha se tornado conhecido em pouco tempo, publicando suas primeiras informações confidenciais, Assange não tinha alcançado a fama até este ano, quando a página provocou a ira do governo americano com três grandes vazamentos.

Os mais de 250.000 documentos diplomáticos americanos, cuja publicação começou no último domingo, somam-se aos centenas de milhares de arquivos secretos do exército americano sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque, que vieram a público em julho e outubro, respectivamente.

À frente do WikiLeaks, Assange leva uma vida digna de um romance de espionagem, saltando de país em país, abrigando-se na casa de amigos ou apoiadores, negando-se a dizer de onde vem e para onde vai, mudando com frequência seus números de telefone - que praticamente não divulga.

Alto, magro e sempre com um sorriso irônico no rosto, Assange pesa cada palavra de suas raras entrevistas com uma lenta e monocórdia, às vezes difícil de compreender.

No meio do ano, porém, começaram a surgir dificuldades. Durante uma passagem pela Suécia, em agosto, duas mulheres o acusaram de estupro e assédio sexual.

A investigação demorou, mas em meados de novembro a Suécia - que negou a ele um visto de residência - emitiu um mandado internacional de prisão contra ele para interrogá-lo acerca do caso.

Os problemas também passaram a vir do interior do WikiLeaks. No fim de setembro, um porta-voz da organização, Daniel Domscheit-Berg, denunciou ruidosamente "o autoritarismo" de Assange. Pouco depois, o fundador do site brigou com outro apoio, a deputada islandesa Birgitta Jonsdottir.

Além disso, é acusado por vários lados de "irresponsabilidade", porque alguns dos documentos divulgados podem colocar em risco vidas humanas.

"Não temos como objetivo prejudicar gente inocente", defendeu-se o australiano no fim de setembro em Londres, onde reiterou que busca apenas "a verdade".


Fonte: EFE / AF

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EUA cobram do Brasil abertura comercial similar a de países ricos


Os Estados Unidos passaram a um novo patamar de cobrança sobre Brasil, China e Índia para se comprometerem em abrir seus mercados em "nível similar" a dos países ricos e facilitar a entrada de produtos industriais e serviços estrangeiros.

A cobrança ocorre depois que o presidente Barack Obama anunciou no G-20, em Seul (Coréia do Sul), que os EUA concordavam em tentar concluir a Rodada Doha de liberalização comercial em 2011, depois de dois anos afastados da negociação.

Obama assinalou pela primeira vez que estava disposto a pagar o custo político de tentar passar um acordo de Doha no Congresso, que se torna mais hostil a ele e à abertura comercial.

Na volta a Genebra, os países elaboraram um cronograma para tentar fechar a negociação até julho ou agosto de 2011, e assinar o acordo final numa conferência ministerial em dezembro.

Só que o engajamento americano vem com cobrança ampliada, singularizando Brasil, China e Índia. Até 2008, quando foi negociado um pacote agrícola, industrial e de serviços, os EUA aceitavam o mandato da negociação de Doha, prevendo "reciprocidade menos que total" por parte dos países em desenvolvimento - ou seja, os ricos deveriam abrir mais seus mercados.

Washington agora alega incessantemente que o "mundo mudou" desde 2008, quando Doha foi paralisada após confronto entre os EUA e a Índia na área agrícola. E insiste para os três grandes emergentes pagarem um preço "similar" ou "compatível" na abertura comercial, por suas presenças crescentes na economia global.

Na cena comercial de Genebra, os americanos dizem que o Brasil negociou melhor que eles em 2008 no desenho do pacote de Doha e precisam reequilibrar as concessões. O fato de a nação mais poderosa do mundo reclamar que bateram sua carteira na negociação só pode ser reconhecimento de incompetência ou tentativa esquisita de alterar as regras do jogo.

O Valor apurou que o embaixador do Brasil junto à OMC, Roberto Azevedo, insiste nas reuniões restritas com o que o presidente Lula declarou em Seul, no G-20, há três semanas: que o pacote de Doha estava 98% concluído. Sobram os 2% para barganhas industrial, de serviços e agrícola, desde que os EUA dêem sua contrapartida.

Os brasileiros notam que um país não se torna desenvolvido em dois anos, como os americanos parecem alegar. Além disso, o Brasil considera que já paga o preço de um sistema financeiro mais controlado, que limita sua competitividade e eleva o custo de capital - e, portanto, do custo país. As importações estão elevadas, e os EUA têm seu maior superávit comercial justamente com o Brasil. E, como se isso não bastasse, Washington, na prática, pede para o país praticamente exportar empregos para sua economia, deixando de produzir internamente.

Ao mesmo tempo, os EUA e outros países desenvolvidos querem manter sua capacidade de distorção no comércio agrícola, com subsídios elevados (EUA), tarifas de importação altíssimas, comércio administrado como a UE (cotas) e barreiras sanitárias e fitossanitárias.

A conclusão é de barganhas mais difíceis de se materializarem. E isso vai se refletir não só em Doha, mas também em outras negociações internacionais, com a mudança de poder em favor dos emergentes.

Fonte: Valor Econômico Assis Moreira | De Genebra http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-eua-e-a-abertura-comercial-brasileira#more

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Poder dos "M's": Mercado, Multinacionais, Mídia, Marketing, Marca, Moda e Messenger




O primeiro M - é o Mercado. Entende-se por mercado todas as relações de compra e venda, seja ela entre pessoas, instituições ou países. O comércio internacional hoje é uma das atividades mais importantes de toda a história da humanidade. Um exemplo disto é uma placa que se encontrava na entrada de um grande depósito em Portugal e na qual constava "Se você não sabe o que quer, entre que nós temos". Com esse exemplo conseguimos enxergar que existe uma grande demanda criada pelo mercado.

O segundo M - é o representado pelas empresas Multinacionais (ou Transnacionais) que desenvolvem seus produtos todos voltados para o mercado internacional. Essas empresas que eram em 1960 aproximadamente 3.000 (três mil) chegam ao final dos anos 1990 com um número estrondoso de 60.000 (sessenta mil). São essas empresas que comandam todo o processo econômico global a partir, entre outras coisas, da aplicação da relação custo-benefício.

Com o processo de desterritorialização graças às três revoluções que sustentam a globalização (Meio de Transportes, Meios de Comunicação e Revolução Tecnológica) as fronteiras caem e a soberania dos países vê-se ameaçada. O Poder econômico das multinacionais passa por cima das fronteiras e do poder dos governantes abalando assim a própria base jurídica do Estado que é o território.

O terceiro M - é representado pela Mídia. Esta que era até bem pouco considerada o quarto poder hoje praticamente se constitui como um segundo poder. Podemos até dizer, em linguagem futebolística, que é ela que faz o meio de campo para a vitória das transnacionais. Pode-se ainda atribuir à mídia a denominação "braço armado" do processo de globalização, tal a guerra que ela provoca bombardeando nossas consciências defendendo que sempre precisamos de algo mais para nos inserir neste mundo que não é mais nem capitalista, nem socialista, mas materialista e hedonista (prazer imediato e individualista).

A mídia criou um novo tipo de sociedade que um grande pensador francês, Guy Debord, denomina "A Sociedade do Espetáculo", a qual sugere um determinado modo de vida e a compra dos mais diversos tipos de produtos que preenchem a cada dia novas necessidades que este M poderoso, da mídia, cria.

O quarto M - é representado pelo marketing. A partir de 1960, o marketing ganha uma força monumental e cujo principal objetivo é "criar necessidades", ou melhor, ainda, vender aquilo que não queremos comprar.

O quinto M - é representado pela “marca”, que alimenta a cadeia do consumo, que faz a alegria das multinacionais. Tudo hoje, no mundo das compras, é regido pelas marcas, desde as fraldas de um recém nascido até o desespero dos mais velhos em consumirem vitaminas e suplementos produzidos pelas grandes farmacêuticas multinacionais com o intuito de estender a vida humana no planeta.

Com a globalização, o "Logo" das grandes empresas multinacionais vale mais do que todo seu ativo fixo, Como por exemplo, a Coca-Cola, Nike, Xerox entre outras que tem seu logotipo mundialmente conhecido e valorizado. Uma criança de apenas 3 ou 4 anos de idade hoje já identifica os produtos do McDonald`s. Bastando para isso apenas ver o logotipo desta rede mundial de fast-food que pelo marketing acaba despertando a sua vontade e necessidade de consumir tais produtos.

O sexto M - é a moda, que vem como conseqüência da marca que é trabalhada insistentemente pelos meios de comunicação que usam para isso grandes nomes da televisão, cinema e do esporte como referências do consumo de determinados produtos e marcas.

O sétimo M - é mais recente e ganha proporções, sobretudo entre os jovens, é o Messenger. Ele é um meio de comunicação e pode ser entendido como uma grande revolução nos meios de comunicação. Além de aproximar o mundo com conversas é onde os jovens têm desenvolvido a maior parte de seus diálogos e relações sejam elas benéficas ou maléficas como amizades ou tormentos nas vidas alheias (Bullyng, Fraudes, Crime Virtual, que normalmente vem junto com o crime organizado, entre outros).

Fonte: adaptação do texto Globalização Cultural - A Pior das Globalizações de Elian Alabi Lucci em http://www.saraivaeduca.com.br/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Por que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) é contra o Haddad e o ENEM


Haddad de 2007 a 2010, em todo o país, já fechou 20 mil vagas em cursos de Direito com avaliação ruim, na educação superior à distância, de 2008 a 2010, fechou 3.800 pólos de apoio presenciais inadequados e suspendeu 20 mil vagas.

A educação superior à distância é a mina de ouro para "os barões da educação" por causa da escala: baixo custo e possibilidade de aumentar nº de alunos sem precisar de grande infra-estrutura. Os barões não se conformam com regulação na educação à distância. Eles pensavam que o Haddad não mexeria nisso.

Na gestão Haddad implantou-se o mais profícuo projeto de EAD (educação superior à distância) público da história, a Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Haddad revogou a DRU (Desvinculação das Receitas da União), criada por FHC e Paulo Renato, que surrupiou, desde 95, 10 bilhões da educação por ano.

Haddad criou o FUNDEB. Fundo que financia não só o ensino fundamental como no tempo do Paulo Renato, mas também à educação infantil e ensino médio.

Haddad criou o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) que permite a regulação do setor. O SINAES permite fechar cursos. Sistema privado odeia o SINAES.

Haddad foi o mentor do PROUNI. Foi idéia dele com a esposa quando ele ainda era Secretário Executivo (Vice) do Tarso Genro.

Em 2002, as receitas brutas da maior empresa de bebidas do Brasil (AMBEV), e da 2º mineradora do mundo (VALE), estavam pouco abaixo das receitas obtidas no setor de educação privada.

Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes ao ENEM – lá conhecido como teste PISA.

Para o ano que vem, o Haddad estabeleceu que o ENEM também será critério para receber financiamento do FIES. Institutos federais também usam o ENEM. Previsão de 83 mil vagas públicas para este ano.

Haddad fez o IDEB que deu transpararência à avaliação da educação básica. Cada município tem IDEB. Tem prefeito que odeia Haddad por conta dessa transparência.

Um dos mais recentes embates de Haddad, contra a mercantilização da educação, foi com o todo poderoso Di Genio, do Objetivo. Haddad criou a universidade aberta do Brasil com mais de 200 mil alunos estudando graduação à distância de graça.

Haddad foi quem começou a distribuição de livros didáticos para o ensino médio em 2005. Antes era só para o ensino fundamental.

Haddad criou 214 escolas técnicas e as transformou em institutos federais com cursos de graduação e pós-graduação. Especialmente licenciaturas para formar professores.
Haddad aumentou o orçamento do MEC de 19 bilhões para 70 bilhões em 2011.

Haddad estendeu o ensino obrigatório para nove anos e agora é obrigatório dos quatro aos dezessete anos. Emenda Constitucional.

Haddad criou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) com compromisso de metas de qualidade até 2022, firmado por todos os prefeitos e governadores do Brasil. Acordo histórico.

Haddad mais que dobrou o nº de vagas de ingresso nas universidades federais. De 113 mil para 270 mil. Nunca houve tantos concursos para professores das universidades federais, graças à expansão do REUNI. Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008. E os formandos até 2008 são reflexos dos ingressos nas Federais até 2002.



Fonte: adaptado de http://www.conversaafiada.com.br

Palestinos elogiam "solidariedade" brasileira por reconhecer seu Estado


A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) chamou de mostra de "solidariedade" e "resposta não violenta ao unilateralismo israelense" a decisão do governo brasileiro de reconhecer o Estado palestino com fronteiras anteriores a 1967. O anúncio é um "reflexo da histórica amizade e irmandade dos povos brasileiro e palestino".

O apoio foi reafirmado em carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), datada em 1º de dezembro de 2010, informou o Itamaraty.

O apoio não é uma novidade. O governo brasileiro já declarara apoio à formação de um Estado palestino nos territórios pré-1967 em uma votação da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1988. Mais recentemente, em fevereiro de 2006, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu em comunicado que Israel se retirasse dos territórios ocupados.

Em teoria, a afirmação corresponde à posição tradicional do Itamaraty, segundo a qual Israel tem o direito à segurança e à existência dentro de “fronteiras internacionalmente reconhecidas”, expressão que equivale às fronteiras existentes antes de 1967. Paralelamente, a diplomacia brasileira também reconhece o direito palestino de exercer sua soberania sobre Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

O novo reconhecimento foi mais um gesto político de aproximação, feito por Lula em resposta a carta enviada por Abbas, no último dia 24 de novembro, com solicitação nesse sentido.

"A iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina, cujas negociações diretas estão neste momento interrompidas, e está em consonância com as resoluções da ONU, que exigem o fim da ocupação dos territórios palestinos e a construção de um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967", disse o texto.

O Itamaraty ressalta, contudo, "a decisão não implica abandonar a convicção de que são imprescindíveis negociações entre Israel e Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito".

O Itamaraty lembra que mais de cem países reconhecem o Estado palestino. "Entre esses, todos os árabes, a grande maioria dos africanos, asiáticos e leste-europeus. Países que mantêm relações fluidas com Israel, como Rússia, China, África do Sul e Índia, entre outros - reconhecem o Estado palestino. Todos os parceiros do Brasil no IBAS e no BRICS já reconheceram a Palestina".

A maior parte dos reconhecimentos veio após à Declaração de Independência adotada pelo Conselho Nacional Palestino, em novembro de 1988, em Argel. A declaração foi aprovada, no mesmo ano, pela Assembleia Geral da ONU com o voto favorável do Brasil.

O Brasil reconhece ainda, desde 1975, a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) como legítima representante do povo palestino dotada de personalidade de direito internacional público. Em 1993, lista ainda o Itamaraty, o Brasil autorizou a abertura de Delegação Especial Palestina, com "status" diplomático semelhante às representações das organizações internacionais. Em 1998, o tratamento concedido à Delegação foi equiparado ao de uma Embaixada, para todos os efeitos.

Em 2004, o Brasil abriu Escritório de Representação em Ramallah, na Cisjordânia.

Fonte: EFE e http://brasilnicolaci.blogspot.com/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Brasil vira o grande pólo do petróleo em águas profundas


O vazamento de petróleo da Deepwater Horizon interrompeu a perfuração em águas profundas no Golfo do México, prejudicando décadas de política energética dos Estados Unidos e lançando dúvidas sobre a indústria que opera na região.

Em outras partes do mundo, no entanto, a perfuração em águas profundas continua em ritmo frenético.

A indústria avança em velocidade máxima em lugares como o Golfo da Guiné, no Mar Mediterrâneo e nas águas turcas do Mar Negro. Mas em nenhum lugar ela é mais evidente do que no Brasil, onde a Petrobras começou, no mês passado, a produzir em um dos maiores campos de petróleo descobertos no continente americano em 30 anos.

E um campo recentemente descoberto pode conter o equivalente a 15 bihões de barris de petróleo, dizem autoridades brasileiras, o equivalente a quase dois terços das reservas provadas totais dos EUA.

A Petrobras e empresas como a americana Chevron Corp., a norueguesa Statoil ASA e a britânica Tullow Oil PLC estão correndo para perfurar milhares de metros abaixo da superfície do mar porque é lá que estão as reservas remanescentes de óleo ainda não descobertas. As empresas podem conseguir enormes lucros explorando esses campos — e os países podem conseguir a tão esperada segurança energética.

A produção de petróleo em águas profundas quase duplicou nos últimos cinco anos, para cerca de 5 milhões de barris diários — cerca de 6% da produção total de óleo no mundo —, e deve dobrar outra vez até 2020, segundo Leta Smith, uma consultora da IHS Cambridge Energy Research Associates, que analisa as tendências do mercado de petróleo. Ela não prevê um “impacto enorme” fora do golfo decorrente do desastre com a Deepwater “por causa das reservas que estão lá fora”.

De fato, mesmo com a paralisação das perfurações em águas profundas nos EUA desde maio, a prática floresceu no Golfo da Guiné. Em julho, a Tullow anunciou uma descoberta significativa na costa de Gana, depois de perfurar 1.427 metros abaixo do nível do mar. Um campo próximo, estimado em 1,5 bilhão de barris, deve começar a produzir em dezembro.

A Chevron, por sua vez, anunciou a compra dos direitos de exploração em águas profundas de três grandes blocos na Libéria. Os planos são de começar a perfurar este ano. A empresa também comprou grandes áreas em águas profundas nas águas turcas do Mar Negro e na China.

Desde a explosão do dia 20 de abril da plataforma operada pela BP PLC, que matou 11 pessoas e desencadeou um enorme vazamento de óleo no Golfo do México, alguns países cogitaram tornar as regras para perfuração mais rígidas. Para acalmar os reguladores, as companhias estão desenvolvendo complexos sistemas de captura de óleo, similares aos desenvolvidos pela BP durante os esforços para conter o vazamento no golfo.

A Chevron, por exemplo, começou em maio a perfurar um poço em águas profundas na costa leste do Canadá – o primeiro na América do Norte desde o acidente. Ela testou a prevenção contra explosões, o mesmo tipo de equipamento que falhou ao conter a explosão na Deepwater, e realizou perfurações de segurança especiais sob a supervisão de reguladores canadenses.

“Muito trabalho tem sido feito na contenção de vazamentos” para satisfazer os reguladores, diz Geir Slora, diretor para perfurações da Statoil, que tem equipamentos em funcionamento ao redor do globo. No dia 10 de novembro, ela parou a perfuração em um dos campos no Mar do Norte para realizar uma revisão nas operações, depois de um incidente ocorrido em maio que, dizem funcionários noruegueses, poderia ter resultado numa grande explosão.

Mas no Brasil, onde sete dos dez maiores campos em águas profundas foram encontrados na última década, é quase como se o vazamento nunca tivesse acontecido.

O país vamgloria-se de ter a bacia de águas profundas com maior crescimento no mundo, cuja produção deve saltar dos atuais 1,4 milhão de barris diários para 3,5 milhões em 2020, diz Smith, da IHS.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse a repórteres em maio que seria necessário uma exaustiva investigação antes que a indústria de exploração marítima pudesse tirar qualquer conclusão sobre o vazamento da Deepwater. Enquanto isso, não haveria recuo na perfuração. “É muito cedo para dizer que vamos mudar alguma coisa”, disse ele.

Autoridades brasileiras acompanharam atentamente o naufrágio da Deepwater Horizon e foram as primeiras de fora dos EUA a se encontrar com a BP para discutir os resultados da investigação da empresa. Mas elas permitiram que a Petrobras continuasse com o seu trabalho e, em 28 de outubro, a empresa começou a produzir no campo de Tupi, que pode conter o equivalente a 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo.

A decisão do Brasil de abraçar a exploração em águas profundas é resultado de uma história de escassez. O Brasil foi por muito tempo um forte importador de petróleo. As importações eram um ralo nas contas do país e alarmaram os governo militares que comandaram o Brasil na década de 70 e início dos anos 80.

O fraco potencial de petróleo em terra do Brasil “não deu outra chance aos governantes do que serem criativos”, diz Jeremy Martin, diretor do programa de energia do Instituto das Américas, da Universidade da Califórnia em San Diego. “Eles tornaram a sua bacia atlântica o maior laboratório de pesquisa e desenvolvimento offshore do mundo.”

Enquanto engenheiros da Petrobras lidam com perfurações cada vez mais profundas, eles batem em obstáculos, alguns deles fatais. Em 2001, a P-36, então maior plataforma marítima, pegou fogo e afundou a 130 km da costa, matando 11 pessoas. Mas a Petrobras se movimentou para descobrir enormes reservas abaixo das camadas de sal nas profundezas do mar e começou a explorá-las.

A produção total de petróleo do Brasil foi de 2,5 milhões de barris diários no ano passado — suficiente para atender a todas as necessidades do país —, em comparação com os 263.900 barris em 1980. “A grande história desta nova década”, diz Martin, “é o Brasil ter passado de uma posição coadjuvante para o topo da lista das potências petrolíferas da América Latina.”

Fonte: The Wall Street Journal - Plano Brasil - por Angelo D. Nicolaci